<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617</id><updated>2012-02-16T17:45:31.754-08:00</updated><category term='Privilèges'/><category term='Nota de Esclarecimento'/><category term='O ponto de vista psicanalítico'/><category term='O Segundo Sexo'/><category term='Todos os resumos'/><category term='Grupo de Estudo'/><category term='A Vida dos Eleitos'/><category term='Fernanda Montenegro'/><category term='Valor e Privilégio'/><category term='Mulheres que pensam: Simone de Beauvoir'/><category term='Os dados da biologia'/><category term='Centenário'/><category term='Missão da Elite'/><category term='Introdução'/><category term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><category term='curso'/><category term='Literatura e Metafísica'/><category term='Olho por Olho'/><category term='A teoria da Elite'/><category term='Carlo Tursi'/><category term='Situação Atual do Pensamento Burguês'/><category term='A Arte'/><category term='Arquivo N'/><category term='video'/><category term='notícias'/><category term='Viver sem Tempos Mortos'/><category term='resumo'/><category term='infornamações'/><category term='Simone De Beauvoir'/><category term='informações'/><category term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category term='A História'/><category term='O Idealismo Moral e o Realista político'/><title type='text'>Liberdade e Ambiguidade: Compreendendo Beauvoir</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Grupo de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06622483980355429658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_M1oYy2NOY3c/SmFE6YwAdwI/AAAAAAAAABA/wcf6-jrX4Eg/s1600-R/simone_de_beauvoir.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-4044153727780090218</id><published>2011-06-10T16:03:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T16:08:09.611-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>O Segundo Sexo, Capítulo 3 - O ponto de vista do materialismo histórico.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Simone de Beauvoir inicia o capítulo três da primeira parte intitulado “O ponto de vista do materialismo histórico” afirmando:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 114.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;A teoria do materialismo histórico pôs em evidência muitas verdades importantes. A humanidade não é uma espécie animal: é uma realidade histórica. A sociedade humana é uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;antiphisis&lt;/i&gt;: ela não sofre passivamente a presença da Natureza, ela a retoma em suas mãos. Essa retomada de posse não é uma operação interior e subjetiva; efetua-se objetivamente na práxis. (BEAUVOIR, 2009, p. 87)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sendo assim, portanto, a mulher um ser que também não pode ser reduzido a simples condição de “animalidade”, ou pela sua situação biológica. Ela, a mulher, “reflete uma situação que depende da estrutura econômica da sociedade, estrutura que traduz o grau de evolução técnica a que chegou a humanidade.” (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Idem. Ibidem&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Beauvoir, até aqui, dá razão a Friedrich Engels (1820 – 1895), e também quando este afirma que é a partir da descoberta do cobre que os homens compreendem como podem expandir-se em agricultura, e transformar a natureza. Porém, o repreende quando este tenta explicar que a diferenciação entre homem e mulher está unicamente dependente do avanço tecnológico. E diz mais: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 113.95pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;O materialismo histórico &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;[entenda-se aqui Engels em seu “A origem da Família”]&lt;/b&gt; considera certos e verdadeiros fatos que seria preciso explicar. Afirma, sem discuti-lo, o laço de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;interesse &lt;/i&gt;que prende o homem à propriedade: mas onde esse interesse, mola das instituições sociais, tem, ele próprio, sua origem? [grifo nosso] (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Idem&lt;/i&gt;. p. 90)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 113.95pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ou seja, para a autora Engels procurou explicar tanto o interesse do homem pela propriedade privada quanto a diferenciação da condição do homem para a condição da mulher unicamente pelo viés do materialismo histórico, não podendo este abarcar o homem em sua totalidade, mas apenas em “essa abstração que se denomina &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;homo oeconomicus&lt;/i&gt;”. (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Idem. Ibidem&lt;/i&gt;). E afirma: “É claro, por exemplo, que a própria ideia de posse singular só tem sentido possível a partir da condição original do existente.” (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Idem. Ibidem&lt;/i&gt;). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A condição original do existente, entendemos como a “falta constitutiva do ser” e o movimento de transcendência. É porque originalmente o homem deseja algo, anseia por algo, que procura transcender, ou melhor dizendo, superar uma determinada situação-limite. Beauvoir (2009, p. 92) entende o homem como “transcendência e ambição que projeta novas exigências através de toda nova ferramenta”. E é por isso que a partir da descoberta do cobre pode e quis “arrotear e cultivar vastos campos”, porém não foi do cobre que “jorrou essa vontade”, e sim do próprio homem. (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Idem. Ibidem&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando a propaganda socialista da antiga URSS afirmava que homens e mulheres eram iguais e livres porque eram considerados unicamente trabalhadores com as mesmas possibilidades, o que foi possível com a chegada das máquinas modernas, Beauvoir entende que não se pode afirmar isso sem má-fé. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em resumo, a autora pretende que entendamos que nem o ponto de vista puramente biológico, nem o sociológico ou materialista, ou econômico, nem o ponto de vista psicanalítico podem compreender o homem em sua totalidade e inteireza, procuram negar, ou escamotear outras partes também significantes da vida do homem e “há uma infraestrutura existencial que permite, somente ela, compreender em sua unidade essa forma singular que é uma vida.” (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Idem.&lt;/i&gt; p. 94). Tanto no freudismo quanto no marxismo existem elementos positivos para essa compreensão total do homem, porém não chegam em sua totalidade. É preciso primeiro entender o valor que o próprio homem dá em seu projeto fundamental. E mais, é preciso entender que o homem é projeto fundamental de existência “transcendendo-se para o ser”, ou seja, é todas as suas instâncias em um só instante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Este resumo foi feito a partir de:&lt;br /&gt;BEAUVOIR, Simone de. &lt;i&gt;&lt;b&gt;O segundo sexo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. tradução de Sérgio Milliet. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. 2v. pp. 935&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-4044153727780090218?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/4044153727780090218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/06/o-segundo-sexo-capitulo-3-o-ponto-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4044153727780090218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4044153727780090218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/06/o-segundo-sexo-capitulo-3-o-ponto-de.html' title='O Segundo Sexo, Capítulo 3 - O ponto de vista do materialismo histórico.'/><author><name>Frido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17090687820755434563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YHsXY9ql4qg/TOkoeDW4qQI/AAAAAAAAAL0/z6gZKQbdIAE/S220/Imag005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-5055718545138538748</id><published>2011-05-20T14:12:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T14:17:31.313-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O ponto de vista psicanalítico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>Capítulo 2: O ponto de vista psicanalítico ( Parte 2 de 2)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;* Este resumo foi escrito de uma única vez, mas pelo tamanho, achei  melhor dividí-lo em duas partes para não ficar cansativo. A edição  utilizada para este resumo é a 7ª edição do livro, da editora Nova  Fronteira, 1980. Ou seja, a paginação se refere a esta edição e a todo o  capítulo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Capítulo 2: O ponto de vista psicanalítico ( parte 2 de 2) &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Páginas 59 - 72 &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Continuação do resumo anterior, para ler a outra parte Clique &lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/capitulo-2-o-ponto-de-vista.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;Sem dúvida nenhuma, Freud acredita que a mulher sente-se mutilada por não ter um pênis e lamenta não ser equiparada ao homem. Essa “falta” pode ser meramente de uma confrontação anatômica; muitas meninas só descobrem essa diferença anatômica bem depois dos 5 anos e a faz de vista. O menino tem em seu pênis uma experiência vivida, orgulha-se dele, mas isso não fornece a base para afirmar que a menina sente-se humilhada por não ter um. A noção do complexo de Electra é vaga, pois não há como afirmar que ao ser beijada pelo pai a menina sinta uma estimulação genital, pois o prazer clitoridiano é isolado, sendo apenas na puberdade que será desenvolvido as zonas erógenas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O fato de o desejo feminino voltar-se para um ser soberano dá-lhe um caráter original, mas a menina não é constitutiva de seu objeto, ela o sofre. BEAUVOIR, p. 63&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;O complexo de Electra tem então apenas um caráter afetivo e difuso, mas Freud não fornece os meios para se discutir a afetividade e nem a soberania do pai. De onde veio essa soberania? Ele atenta para a importância desta, mas não saberia explicar de onde ela vem; isso seria um progresso onde as causas são ignoradas. É por essa insuficiência do sistema freudiano que Adler rompe com Freud. Segundo Adler o homem vive três dramas&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;Vontade de poder&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Inferioridade de obter o poder&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Subterfúgios de evitar a realidade que receia não poder vencer&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;Há então uma distancia entre o sujeito e o meio que teme e o provoca neuroses. Na mulher a inferioridade vem sob a forma da vergonha de recusar a feminilidade, o falo masculino é desejado, não como órgão viril, mas como simbolismo ao que sua posse representa, ele seria símbolo do privilégio concedido ao homem. A reação da mulher seria se masculinizar-se ou lutar por meio das armas femininas, por exemplo, na maternidade ela enxergaria no filho o substituto para o pênis e se aceitaria como mulher, assim como sua inferioridade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;Beauvoir não pretende insistir nas diferenças entre Freud e Adler e nem uma reconciliação dos pensamentos deles, mas expor que ambas as explicações são insuficientes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;É o postulado comum a todos os psicanalistas. A história humana explica-se, segundo eles, por um jogo de elementos determinados. Todos atribuem à mulher o mesmo destino. BEAUVOIR, p. 64.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;“Viruloides” ou “femininas”; querendo se identificar com o pai; sentimento de inferioridade; um querer-se ser homem... Com um marido solucionaria o amor que antes fora devotado ao pai; buscando um amante ou um amor sexual quer-se ser dominada e somente na maternidade teria sua autonomia... a mesma determinação da insatisfação feminina por não ser homem e de suas escolhas sendo fugas de sua inferioridade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;Não é complicado para os psicanalistas confirmar suas teorias, há até mesmo um esforço para abrandar as teorias freudianas por meios de relativismos, conciliando vários aspectos como num mosaico, acontece que a vida psíquica não é um agrupamento, ela &lt;b&gt;existe &lt;/b&gt;em cada momento. Há uma recusa entre os psicanalistas em aceitar o poder que o indivíduo possui com a escolha e é justamente essa recusa, seu maior ponto fraco, pois os impulsos e proibições vêm da escolha-recusa existencial. Freud tenta substituir a noção de valor com a de autoridade, mas essa substituição não possui ferramentas que a explique.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;Na sexualidade se empenha valores e eles não devem ser menosprezados, pois a sexualidade desempenha um grande papel na vida humana. Corpo e sexualidade, segundo Beauvoir, “&lt;i&gt;são expressões concretas da existência, e também a partir desta que se pode descobrir-lhes as significações: sem essa perspectiva, a psicanálise toma, por verdadeiros, fatos inexplicáveis.”&lt;/i&gt;pag. 66.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;O humano pretende alcançar sua existência pelo mundo de todas as formas possíveis. A virgindade, por exemplo, torna-se preciosa pelo amor do homem à integridade que por ela é simbolizada. O que o humano faz, define seu ser no mundo e é de um ponto de vista ontológico que a unidade da escolha é restituída. Pelo nome de um “inconsciente coletivo” a escolha é violentamente descartada, pois haveria imagens e símbolos universais, acontece que tais símbolos não caíram magicamente do céu, foi elaborado por uma realidade humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;Angustia ser livre. E para fugir de si mesmo, o sujeito, volta-se para as coisas, sejam elas seu pênis, maná, totem, etc. O duplo para o menino é seu pênis, para a menina sua boneca e mais tardiamente seu filho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Mas uma vida é uma relação com o mundo; é escolhendo-se através do mundo que o indivíduo se define; é para o mundo que nos devemos voltar a fim de responder às questões que nos preocupam. BEAUVOIR, p. 69.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;Como explicaria a psicanálise o fato da mulher se o &lt;i&gt;&amp;nbsp;Outro&lt;/i&gt;? Não explica. O que está sendo recusado aqui é o método psicanalítico, pois a sexualidade não é um dado, a libido feminina só foi estudada a partir da masculina e nunca a partir da subjetividade da mulher e sua passividade não é algo &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;. A mulher encontra-se num mundo de valores e suas condutas são livres, ela escolhe sua transcendência e igualmente como se deixa ser objeto; projeta-se diante de um passado que não é seu, num presente que se faz em rumo a um futuro que ainda não lhe pertence. A mulher é tão ser humano quanto o homem e numa tentativa de a definir, faz-se necessário conhecer o mundo de valores que ela se encontra, sua estrutura econômica e social, sob uma perspectiva existencial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-5055718545138538748?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/5055718545138538748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/capitulo-2-o-ponto-de-vista_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5055718545138538748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5055718545138538748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/capitulo-2-o-ponto-de-vista_20.html' title='Capítulo 2: O ponto de vista psicanalítico ( Parte 2 de 2)'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-2935562492282846802</id><published>2011-05-20T14:07:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T16:07:29.827-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O ponto de vista psicanalítico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>Capítulo 2: O ponto de vista psicanalítico (Parte 1 de 2)</title><content type='html'>* Este resumo foi escrito de uma única vez, mas pelo tamanho, achei melhor dividí-lo em duas partes para não ficar cansativo. A edição utilizada para este resumo é a 7ª edição do livro, da editora Nova Fronteira, 1980. Ou seja, a paginação se refere a esta edição e a todo o capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Capítulo 2: O ponto de vista psicanalítico&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Páginas 59 - 72&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como foi pretendido mostrar no capítulo anterior, embora a Biologia forneça dados que não podem ser esquecidos ou desprezados, tais dados não possuem uma situação vivida. Um órgão importante como o ovário, não a define, enquanto o clitóris, um órgão sem grande importância, passa a ser considerado mais importante para a situação vivida, do que qualquer dado biológico poderia supor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste capítulo, Simone de Beauvoir vai criticar a interpretação psicanalítica da mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A psicanálise tem algo a seu favor quando introduziu na psicofisiologia que o sentido humano reveste qualquer fato na vida psíquica do indivíduo. O ser humano é mais do que um simples corpo-objeto, ele é um corpo ativamente vivido pelo sujeito; o que dar-nos a abertura de falar que a mulher é  mulher tanto quanto sente-se mulher. Da natureza sendo retomada pela atividade da mulher, que se define, foi edificado todo um sistema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é preterido aqui não é critica a psicanálise, mas meramente examinar o que ela trouxe de novidade ao objeto de estudo do livro que é justamente a mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não é empresa fácil discutir a psicanálise. Como todas as religiões – cristianismo, marxismo – ela se revela, sobre um fundo de conceitos rígidos, de uma elasticidade embaraçante. BEAUVOIR, p. 59.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo, o falo masculino, ora é considerado ao pé da letra, ora é considerado simbolicamente. A mesma elasticidade é aplicada na hora em que é realizada alguma crítica, pois quando a letra da doutrina é atacada, falam que não é compreendido o espírito da mesma; quando se aprova o espírito falam que é preciso levar em conta a letra. Onde estaria a verdadeira psicanálise? Mais de um psicanalista fala que o problema da psicanálise são os psicanalistas. Como Sartre e Merleau-Ponty afirmam “A sexualidade é coexistência à existência”. É possível uma conciliação entre sexualidade e existência, mas o que acontece é uma conversa mole da passagem da sexualidade para existência e nada mais. A noção de sexualidade fica vaga quando se limita a uma distinção do “sexual” e “genital”. Dalbiez diz “O sexual em Freud é a aptidão intrínseca para animar o genital.” Aptidão é possibilidade que por sua vez é fornecida pela realidade. Freud não justifica filosoficamente seu sistema, porem uma vez que nas afirmações de Freud há postulados metafísicos e utilizando dessa linguagem é da linguagem filosófica que ele utiliza-se. Confusões essas da psicanálise é que, ao mesmo tempo, complica uma crítica, a exige.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Freud não se preocupou com o destino da mulher, apenas procurou a estudar a partir do destino do homem. Antes de Freud, um sexologista de nome Marañon afirmava que a libido e o orgasmo seria uma força viril, o que em outras palavras significa que a mulher que alcança seu orgasmo seria “viriloide”. Pelo menos neste ponto, Freud é mais ameno, pois este admite que a sexualidade feminina seja tão desenvolvida quanto a masculina, contudo, a libido é de uma força de essência e constante masculina. A diferenciação da sexualidade só se daria na fase genital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Freud pôs em foco um fato cuja importância, antes dele, não se havia ainda reconhecido totalmente: o erotismo masculino localiza-se definitivamente no pênis, ao passo que há, na mulher, dois sistemas eróticos distintos: um clitoridiano, que se desenvolve no estágio infantil e outro, vaginal, que surge após a puberdade. BEAUVOIR, p. 61.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O jovem tem o desenvolvimento de sua sexualidade na fase genital, ele então passará da fase auto-erótica para a fase que erotizará, geralmente, a mulher; seu pênis é seu órgão privilegiado. O parecido com a mulher, porém quando deixa a fase auto-erótica, será preciso que passe da fase clitoridiana para a vaginal, mas nem sempre isso ocorre, o que a deixará num estágio infantil e desenvolverá neuroses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No estágio infantil, a criança fixa-se a um objeto. O menino na mãe, querendo uma identificação com o pai do mesmo modo que o teme, seja por medo de uma punição ou por medo de uma mutilação; então cria-se em relação a ele sentimentos agressivos do mesmo modo que aceita sua autoridade. Do “complexo de Édipo” ao “Complexo da castração”, com o superego censurando as tendências incestuosas e no momento em que o complexo desaparece, fica no indivíduo regras morais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do mesmo modo, Freud descreve a menina, que no estágio infantil sente-se atraída pelo pai (Complexo de Electra), mas quando a menina descobre a diferença anatômica dos gêneros (aproximadamente aos 5 anos) ela reage a falta do pênis com um, também, complexo de castração. Ela gostaria de assemelhar-se ao pai, cria um sentimento de hostilidade e rivalidade em relação a mãe. Entretanto, diferentemente do superego masculino, o feminino é frágil, o complexo de Electra é menos nítido e se a menina tiver irmãos, reagirá a falta do pênis recusando sua feminilidade e cobiçando um para ser semelhante ao pai, ficará no estágio clitoridiano, sendo frígida ou assumindo um comportamento lésbico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Continua &lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/capitulo-2-o-ponto-de-vista_20.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-2935562492282846802?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/2935562492282846802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/capitulo-2-o-ponto-de-vista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/2935562492282846802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/2935562492282846802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/capitulo-2-o-ponto-de-vista.html' title='Capítulo 2: O ponto de vista psicanalítico (Parte 1 de 2)'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-7876313775912077028</id><published>2011-05-20T13:58:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T14:16:23.587-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Todos os resumos'/><title type='text'>Resumo: O Segundo Sexo ( em andamento)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-W9IpaaUAmWY/TMH70PmEslI/AAAAAAAAABI/c8HQ328XsDk/s1600/43450769_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-W9IpaaUAmWY/TMH70PmEslI/AAAAAAAAABI/c8HQ328XsDk/s200/43450769_1.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Como este livro é extenso, a demora e a quantidade de posts com o resumo desta obra será bem superior em comparação com as duas obras que aqui foram postadas. Então para facilitar a procura e até mesmo para organizar melhor o resumo de &lt;b&gt;O Segundo Sexo&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; &lt;/b&gt;aqui ficará os links dos resumos realizados da já citada obra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estudo da obra, como podem perceber ainda se encontra em andamento e uma previsão para término não temos, então se você está acompanhando os resumos, com este link você verá os links dos resumos de uma maneira mais organizada do que pelo aquivo do blogger.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oyrgtyPlLbM/TMH711hcRbI/AAAAAAAAABM/E5dE0X46rNw/s1600/segundo_sexo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-oyrgtyPlLbM/TMH711hcRbI/AAAAAAAAABM/E5dE0X46rNw/s200/segundo_sexo.jpg" width="134" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Livro&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;O Segundo Sexo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Autora:&lt;/b&gt; &lt;u&gt;&lt;i&gt;Simone de Beauvoir&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/livro-de-estudo-o-segundo-sexo.html"&gt;&amp;nbsp;Informações gerais e edições utilizadas pelo grupo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Introdução &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/o-segundo-sexo-vol-1.html"&gt;* Parte 1&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/11/o-segundo-sexo-vol-1-introducao.html"&gt;* Parte 2&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Primeira Parte: Destino&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Capítulo 1: Os dados da Biologia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/12/o-segundo-sexo-vol-i-capitulo-1.html"&gt;Parte 1 &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/02/o-segundo-sexo-vol-i-cap-1-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/03/o-segundo-sexo-vol-i-cap-1-parte-3.html"&gt;&lt;b&gt;Parte 3&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/04/o-segundo-sexo-vol-1-cap-1-parte-4.html"&gt;Parte 4&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Capítulo 2 : O ponto de Vista Psicanalítico&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/capitulo-2-o-ponto-de-vista.html"&gt;&lt;b&gt;Parte 1&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/capitulo-2-o-ponto-de-vista_20.html"&gt;&lt;b&gt;Parte 2&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Capítulo 3 : O ponto de vista do materialismo histórico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em breve...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-7876313775912077028?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/7876313775912077028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/resumo-o-segundo-sexo-em-andamento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/7876313775912077028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/7876313775912077028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/05/resumo-o-segundo-sexo-em-andamento.html' title='Resumo: O Segundo Sexo ( em andamento)'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-W9IpaaUAmWY/TMH70PmEslI/AAAAAAAAABI/c8HQ328XsDk/s72-c/43450769_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-7316670142230329186</id><published>2011-04-19T13:29:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T13:42:33.457-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres que pensam: Simone de Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='informações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlo Tursi'/><title type='text'>Fa7 realiza curso sobre Simone de Beauvoir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A&amp;nbsp; &lt;u&gt;Faculdade 7 de Setembro &lt;/u&gt;(Fa7) que fica na rua Rua Almirante Maximiano da Fonseca, 1395,&amp;nbsp; Eng. Luciano Cavalcante, Fortaleza, Ceará, está oferecendo um curso ministrado pelo Carlo Tursi que é um é teólogo católico e membro da recém-eleita coordenação arquidiocesana de CEBs, em Fortaleza, Ceará, intitulado : &lt;b&gt;Mulheres que pensam: Simone de Beauvoir.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A duração do curso vai de 19/04/2011 até 28/06/2011, com o horário das aulas de 19h30 às 21h30, sempre as terças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No site da faculdade, o engajamento ao qual Carlo Tursi se propõe, nos parece um tanto obscuro, assim como a temática. Infelizmente, por motivos de tempo, transporte e dinheiro, nenhum dos membros do grupo de estudo vai poder estar presente para poder participar do curso, mas, maiores informações que obtivermos, estaremos postando aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maiores informações e inscrições pelo site:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.fa7.edu.br/unigerviva/curso.php?id=252&amp;amp;acaoExt=visualizar"&gt;http://www.fa7.edu.br/unigerviva/curso.php?id=252&amp;amp;acaoExt=visualizar&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-7316670142230329186?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/7316670142230329186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/04/fa7-realiza-curso-sobre-simone-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/7316670142230329186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/7316670142230329186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/04/fa7-realiza-curso-sobre-simone-de.html' title='Fa7 realiza curso sobre Simone de Beauvoir'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-4441226264461936644</id><published>2011-04-05T17:49:00.000-07:00</published><updated>2011-04-14T10:18:13.504-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os dados da biologia'/><title type='text'>O Segundo Sexo  Vol. 1 - Cap. 1 (Parte 4)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O Segundo Sexo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 1 - Os dados da Biologia ( Parte 4)&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Páginas 53 - 57&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante  muito tempo a resposta para a pergunta sobre qual dos dois gêneros é o mais importante na espécie foi fundamentada na fisiologia, ao passo que por vezes recorreu-se à descrições estáticas, muito embora a humanidade possa ser tomada como um sinônimo para vir-a-ser. Outros tantos procuram promover comparações matemáticas entre homens e mulheres, definindo suas capacidades funcionais; chegou-se até a medir o peso do encéfalo de ambos, ondeo encefálo feminino saiu em vantagem por ser relativamente mais leve. Entretanto, relacionando-se o peso do encéfalo com o peso do corpo de cada indíviduo, chega-se a uma igualdade. Muito embora, muitos estudiosos as tenha utilizado essas discussões se tornam desisteressantes por não haver nenhuma relação do peso do encéfalo com a inteligência de uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Beauvoir, todas as tentativas de comparar machos e fêmeas enquanto espécie humana se tratam de puro devaneio, uma vez que é somente numa perspectiva humanista que essa comparação pode ocorrer. No entanto, o homem é , segundo a corrente existencialista, aquilo que ele se faz ser, ao passo que a mulher é um vir-a-ser, e é nesse vir-a-ser que suas possibilidades deveriam ser definidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos parágrafos que seguem, Beauvoir passará a questão biológica da mulher; ela inicia dizendo que a mulher é mais fraca que o homem fisicamente falando, assim como é mais instável e mais frágil. Mas é certo que, a perspectiva da inferioridade muscular só é conveniente aos homens, e quando a força não se torna necessária as diferenças caem por terra. Sua natureza só se torna real para ele a partir do momento que retorna a sua ação. Diferentemente dos animais, a mulher tem sua maternidade definida pela sociedade na qual está inserida, logo, as "possibilidades" individuais da mulher dependem da sua situação econômico-social. Entretanto, mesmo perdendo superioridade na espécie, a fêmea reconquista uma dada autonomia no momento de sua maternindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos perceber que a seguinte pergunta norteia todos os argumentos da obra: No seio dessas sociedades que é mais necessário à espécie, o macho ou a fêmea? No âmbito do coito e da gestação, macho e fêmea se diferenciam porque um cria para manter, enquanto o outro mantém para criar. Ambos assim são necessários porque mesmo quando a mãe deixa de amamentar seus filhos, o pai surge como figura importante na sobrevivência destes. É, portanto, submetidos à leis e regra que o sujeito passa a ter consciência de si mesmo e se realiza; desse modo, não é a fisiologia ou a biologia que cria valores. Assim, a superioridade muscular do homem, na teoria, não é sinônimo de poder, posto que o respeito que inspira a mulher impede o emprego da violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sob o foco de contextos ontológicos, econônicos, sociais e psicológicos que Beauvoir procura estabelecer a sujeição da mulher à espécie, bem como a sujeição de seu corpo como elemento responsável por estabelecer sua posição neste mundo. É preciso, portanto, analisar de que maneira a natureza da mulher foi revista no transcorrer da história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-4441226264461936644?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/4441226264461936644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/04/o-segundo-sexo-vol-1-cap-1-parte-4.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4441226264461936644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4441226264461936644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/04/o-segundo-sexo-vol-1-cap-1-parte-4.html' title='O Segundo Sexo  Vol. 1 - Cap. 1 (Parte 4)'/><author><name>DeboraSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03850473912555223918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_wRFAPNdOmqs/TPO0eEgrKVI/AAAAAAAAADE/36_nPeZPavU/S220/debbys.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-8589370546842140254</id><published>2011-03-01T19:29:00.000-08:00</published><updated>2011-04-14T10:18:41.264-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os dados da biologia'/><title type='text'>O Segundo Sexo Vol I - Cap 1 ( Parte 3)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O Segundo Sexo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 1 - Os dados da Biologia ( Parte 3)&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Páginas 41 - 52&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beauvoir se dedica em explorar distintas espécies animais para mostrar que a divisão sexual existente em cada uma delas não pode ser compreendida de modo unívoco, isto é, macho e fêmea não necessariamente ocupam as mesmas funções sexuais e responsabilidade com a prole em todos os animais indistintamente. Para tanto, Beauvoir cita como exemplo os peixes, entre os quais há aqueles que não fecundam através do coito, mas expelem ambos o sêmen (macho) e os óvulos (fêmea), donde a fecundação ocorre fora de ambos, não tendo nenhum dos dois a “posse” dos fecundados. A fêmea, em algumas espécies, nem sempre desempenha a função de protetora do ninho, havendo casos em que o macho é o responsável por tal momento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, segundo aponta Beauvoir, nos mamíferos “a vida assume as formas mais complexas e individualiza-se mais concretamente”. Os dois momentos vitais, o manter e o criar, que em outras espécies não possui uma cisão definitiva, assumem-na aqui na separação dos sexos, na qual a fêmea possui um laço mais estreito com os filhos do que o macho. “Todo o organismo da fêmea adapta-se à servidão da maternidade”, até mesmo o momento do coito não é por ela decidido: é refém de ciclos em que ela se torna fértil – o cio – e que emite sinais aos machos, contudo não cabe à fêmea impor o coito, mas ao macho. Isso também é exposto pelo modo como se dá a fecundação: o macho se põe sobre a fêmea, acima dela, ele que insere o seu órgão dentro do dela, é ela quem recebe passiva, ela sofre tal ação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Beauvoir, a diferença fundamental nos mamíferos entre o macho e a fêmea está no fato de que, enquanto no macho o espermatozóide sai dele para ir a outro corpo, isto é, transcende-se em outro corpo se tornando estranho ao macho superando sua individualidade, na fêmea, por outro lado, o óvulo, fecundado pelo espermatozóide, instala-se no útero, ou seja, no interior na própria fêmea. Ela é fecundada por um ser que lhe é estranho e que se alimenta dela mesma em seu interior. Ela é si mesma e outrem, mesmo depois do parto, quando a prole se alimenta de seu leite. Daí se questiona: a partir de quando este ser se torna autônomo? Quando fecundado, quando nasce, ou na desmama? Todavia, é interessante notar em que sentido ela afirma sua individualidade, pois embora seja tão competente quanto o macho nas características de sua espécie, ela não se põe ao macho, não reivindica sua individualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O macho assume aqui o papel positivo, que supera a si mesmo, ao passo que a fêmea parece se manter em si mesma: Beauvoir cita Hegel, o qual lê no macho o elemento subjetivo. Seu organismo não o consome, ao contrário do da fêmea, e o macho não se vê impelido a manifestar interesses pelos filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, embora os dois sexos representem “dois aspectos diversas da vida da espécie”, “sua oposição não é (...) a de uma atividade e de uma passividade”. Ora, o espermatozóide só tem vitalidade quanto em união com o óvulo, donde este só pode também se manter ao se superar, do contrário degeneraria, de modo que vemos nele também uma vitalidade quando em conjunto com o espermatozóide. Manter e criar, os dois momentos vitais, caracterizam-se por, respectivamente, “negar a dispersão dos instantes”, isto é, “afirmar a continuidade durante o seu aparecimento” (o manter), e “fazer rebentar no seio da unidade temporal um presente irredutível” (o criar). A fêmea não é restringida a si mesma, ela participa da continuidade da vida, a superação depende tanto do macho quanto dela, “é-lhe permitido afirmar-se em sua autonomia”, mesmo sua individualidade sendo combatida pelo interesse da espécie, sendo possuída por força estranhas a ela, sentindo a servidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beauvoir expõe dados biológicos relacionados aos hormônios na fêmea e no macho, donde percebe que, inicialmente, não há diferenças substanciais entre ambos, acontecendo até mesmo casos em que a fêmea demonstra certos caracteres masculinos, não significando, todavia, que isto represente uma vitória do indivíduo sobre a espécie. Há que se atentar para o fato de que os órgãos genitais têm muita influência na vitalidade do indivíduo, a ponto de que aquele que foi castrado ou que teve uma má formação, tende a ser não apenas estéril, mas, degenera mais facilmente. Contudo, “muitos fenômenos genitais não interessam a vida individual do sujeito e até chegam a pô-la em perigo. As glândulas mamárias que se desenvolvem no momento da puberdade nenhum papel desempenham na economia individual da mulher; pode-se proceder à sua ablação em qualquer momento de sua vida”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simone de Beauvoir empreende, então, a uma análise do modo como o aparelho reprodutor feminino opera mensalmente, tendo como intenção expor que tal o processo abala o organismo da mulher por inteiro, inclusive o sistema nervoso central, o vegetativo e todas as vísceras. Por conta disso, a maioria das mulheres apresenta perturbações nesse período: tensão arterial, aceleração do pulmão, aumento de temperatura, dores no abdome etc. Ao ter o sistema nervoso atingido, sofre por conseguinte uma grande instabilidade de humor. É aqui que ela sente seu corpo sob uma perspectiva penosa, alienada. “A mulher, como o homem, é seu corpo mas seu corpo não é ela, é outra coisa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sob um ponto de vista fisiológico, a gravidez não traz à mulher nenhum benefício individual, ao passo que exige sacrifícios. Beauvoir mostra que, embora haja a visão psicológica da maternidade, a fêmea humana é, entre as demais fêmeas, aquela que tem a mais penosa das gestações, onde seu corpo literalmente sofre com a gravidez. Em certos casos, dependendo da saúde da gestante, sua própria vida e a da criança correm riscos; por vezes o corpo não suporta, a espécie mata o(s) indivíduo(s). A batalha entre espécie e indivíduo continua após o parto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mulher parece se coincidir mais consigo mesma ao se libertar do mênstruo, quando, na menopausa, sua atividade ovariana desaparece. É interessante perceber que, ainda aqui, ela passa a sofrer com as consequências dessa cessação. Não obstante, ao menos se liberta da servidão da fêmea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao nos depararmos com tal imagem da fêmea humana, percebemo-la como desprivilegiada com relação às demais fêmeas e com a existência do macho. É, entre todos, a mais alienada, ela é quem mais sofre com seu próprio corpo. Tais descrições biológicas têm como base mostrar o modo como se constitui o corpo da mulher, visto ser ele o instrumento pelo qual é possível apreender o mundo. Todavia, embora seja de grande importância, ele não explica, segundo Beauvoir, o motivo pelo qual a mulher é considerada o Outro, não é capaz de traçar um destino imutável à mulher. Daí a necessidade de se avançar na pesquisa, em vez de buscar respostas somente nos aspectos fisiológicos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-8589370546842140254?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/8589370546842140254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/03/o-segundo-sexo-vol-i-cap-1-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8589370546842140254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8589370546842140254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/03/o-segundo-sexo-vol-i-cap-1-parte-3.html' title='O Segundo Sexo Vol I - Cap 1 ( Parte 3)'/><author><name>Lucas Nog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14236963328293819058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-7619202672225305804</id><published>2011-02-22T07:18:00.000-08:00</published><updated>2011-04-14T10:19:17.440-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os dados da biologia'/><title type='text'>O Segundo Sexo Vol I - Cap 1 ( Parte 2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O Segundo Sexo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 1 - Os dados da Biologia ( Parte 2)&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Páginas 31 - 41&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta parte ao qual este resumo se refere, Simone de Beauvoir toma como ponto inicial o processo de fecundação para chegar ao entendimento que tanto macho ou fêmeas terminam por serem escravos de sua espécie, embora cada um tenham suas similaridades, como por exemplo, a função de um zangão é diferente da abelha rainha, mas ambos, em suas particularidades, são condicionados por sua espécie. Podemos dizer o que uma abelha ou um zangão são, pelos dados que a Biologia nos fornece, mas no ser humano, isso torna-se problemático, pois a Biologia não fornece os dados que diga qual seria o verdadeiro lugar da mulher ou do homem na sociedade ou o que eles são. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto o gameta masculino e feminino não possuem privilégios por serem o que são na hora que a fecundação ocorre, ou seja, não há papeis passivos e agressivos, ou um prêmio a mais por ser um ou outro, pois ambos deixam de lado suas respectivas individualidades para tornarem-se um novo ser, se perdendo e superando. Nesse movimento da vida que é perda e superação, um manter para superar e supera mantendo. Esse novo ser criado da fusão entre os gametas masculino e feminino, carrega consigo tanto as carasteristícas do espermatozoide como do óvulo, sendo ele homem ou mulher; levando isso em conta, é interessante observar que num primeiro momento esse novo ser é andrógino, pois não tem determinação de sexo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente há deferenças entre o espermatozoide e o óvulo, mas estas são secundarias, como do fato da estrutura de ambos, o primeiro tem a mobilidade como uma de suas características mais marcantes, é o espermatozoide que procura; o óvulo tem já a sua, voltada para a nutrição e proteção do embrião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora uma analogia comportamental entre homem e mulher utilizando as figuras do espermatozoide e do óvulo sejam, um tanto arriscadas, sempre há quem está disposto a correr esse risco. Alfred Fouillée em &lt;i&gt;Le Tempérament et le Caractère,&lt;/i&gt; pretendia definir a mulher justamente por seu óvulo e o homem pelo seu espematozoide, o que é estranho se você considerar que tanto homens e mulheres vieram não só de um ou de outro, mas da fusão de ambos. Homem, mulher, macho e fêmea, são variações de uma base comum que se complementam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na vida animal, a fêmea e o macho são escravos de sua espécie, para manter a propagação. A rainha de um formigueiro que passa toda sua vida pondo um ovo por segundo até ficar estéril é tão prisioneira como as formigas que cuidam de sua rainha. A abelha rainha tem que desovar incessantemente, as outras trabalhar incessantemente e os zangões as fecundam e depois são assassinatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Nem entre as formigas, as abelhas e as térmitas, nem no caso da aranha ou do louva-a-deus, pode-se dizer que a fẽmea escraviza e devora o macho: é a espécie que, por vias diferentes, devora a ambos. (BEAUVOIR, 1989, pag39)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A espécie escraviza a fêmea para a manuntenção e propagação da mesma, mas da mesma forma pune o macho por tentar escapar a essa escravidão, com seu leve esboço de individualidade por meio de sua sexualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-7619202672225305804?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/7619202672225305804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/02/o-segundo-sexo-vol-i-cap-1-parte-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/7619202672225305804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/7619202672225305804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/02/o-segundo-sexo-vol-i-cap-1-parte-2.html' title='O Segundo Sexo Vol I - Cap 1 ( Parte 2)'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-8158290766585325413</id><published>2011-02-10T05:41:00.000-08:00</published><updated>2011-02-10T05:48:01.647-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Centenário'/><title type='text'>Vídeo francês sobre o centenário de Simone de Beauvoir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, nós não estamos loucos a ponto de não perceber que o centenário de nascimento de Simone de Beauvoir não é neste ano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O centenário foi em 2008, obviamente. Mas como estamos com certos problemas de ordem técnica para a postagem do próximo resumo e como não queremos que o blog fique muito tempo sem alguma postagem, não há nada que nos impeça de postar outra coisa que não seja resumo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao pesquisar pelo youtube, este vídeo francês acerca do  centenário pareceu uma ótima opção para um post aqui, não apenas pelo motivo de ser sobre o centenário em si, mas é um vídeo curto sobre sua vida e obra, mas conta com um vídeo de arquivo da própria Beauvoir e de sua filha adotiva Sylvie Lebon de Beauvoir e de uma biógrafa da primeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="480" height="390"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NWKAD34hOEU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NWKAD34hOEU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="390"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;FONTE:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NWKAD34hOEU&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;http://www.youtube.com/watch?v=NWKAD34hOEU&amp;amp;feature=related&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-8158290766585325413?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/8158290766585325413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/02/video-frances-sobre-o-centenario-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8158290766585325413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8158290766585325413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2011/02/video-frances-sobre-o-centenario-de.html' title='Vídeo francês sobre o centenário de Simone de Beauvoir'/><author><name>Grupo de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06622483980355429658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_M1oYy2NOY3c/SmFE6YwAdwI/AAAAAAAAABA/wcf6-jrX4Eg/s1600-R/simone_de_beauvoir.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-4908365471793214225</id><published>2010-12-05T05:11:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T05:31:08.921-08:00</updated><title type='text'>O Segundo Sexo Vol I - Capítulo 1</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Os dados da Biologia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beauvoir inicia o presente capítulo nos apresentando o significado que o termo “mulher” recebe e que nesse caso ecoa aos quatros cantos como um insulto, uma ofensa, uma vez que o termo “fêmea”, ao contrário do termo masculino que enaltece a figura do homem, acaba por confinar a mulher em seu próprio sexo.Assim, Beauvoir lança-nos as seguintes questões: &lt;em&gt;“Que representa a fêmea no reino animal? E que espécie singular de fêmea se realiza na mulher?”.&lt;/em&gt; A partir daqui a filósofa fará uma analise acerca da questão da diferenciação entre macho e fêmea no âmbito da biologia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo a biologia, a divisão dentro da espécie entre machos e fêmeas acontece com a finalidade da reprodução e conseqüente perpetuação da espécie. Entretanto, isso não ocorre de maneira geral na Natureza, o que se observa é que por diversas vezes os seres existentes na Natureza se reproduzem assexuadamente (esquizogênese, blastogênese, gemiparidade, segmentação, partenogênese). Em muitos casos, os indivíduos se reproduzem infinitas vezes e em nenhum desses casos se percebe algum tipo de degenerescência; isso posto, fica claro que nesses e em outros casos a presença de um macho se mostra inútil: &lt;em&gt;“A biologia constata a divisão dos sexos, mas embora imbuída de finalismo, não consegue deduzi-la da estrutura da célula, nem das leis da multiplicação celular, nem de nenhum fenômeno elementar.”.&lt;/em&gt; Sendo assim, a existência de gametas heterogêneos não são suficientes para definir dois sexos distintos, uma vez que pode ocorrer que as células geradoras pertençam a um mesmo indivíduo, como no caso do hermafroditismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para Santo Tomás, a mulher representaria tão somente "um acidente da sexualidade", posto que ele a considera como um ser ocasional; para Hegel, é na sexualidade que o indivíduo se atinge como gênero, é na sexualidade que os indivíduos definem os sexos e suas relações, sem, contudo, implicar na natureza do próprio homem. Para Merleau-Ponty, a existência na representa um fato casual, representa sim o movimento pelo qual os fatos passam a ser assumidos. No Ser e Nada Sartre contraria a tese de Heidegger que afirma que a existência humana se encontra ligada à morte em função de sua finitude; para Sartre, seria possível conceber uma existência infinita do homem, entretanto, ao considerarmos o homem como imortal ele já não seria mais homem tal qual o conhecemos. A infinitude do homem se daria, portanto, através da perpetuação da espécie.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o começo do patriarcado, o homem passa a reivindicar o seu papel como único criador, atribuindo a mulher o papel de secundário de simples procriadora e alimentadora do filho. Segundo Aristóteles, a mulher no momento da “fecundação” fornece apenas uma matéria passiva, ficando o homem responsável pelo princípio que dá a vida. Durante muito tempo se considerou o ovário como um homólogo da glândula masculina e que no espermatozóide já existia um homenzinho que seria apenas nutrido e protegido pela mulher. Somente, com a criação do microscópio e, consequentemente, diversas experiências feitas após ele, se passou a aceitar uma diferenciação entre os gametas masculinos e femininos. Mas ainda assim, Hegel afirmava existir uma diferença entre os dois sexos, onde um seria ativo (masculino) e o outro seria passivo (feminino). Na atualidade (aplicada aqui ao período no qual a obra foi escrita), pesquisas feitas acerca da partenogênese mostram que a presença do macho pode ser restringida a um simples agente físico-químico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-4908365471793214225?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/4908365471793214225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/12/o-segundo-sexo-vol-i-capitulo-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4908365471793214225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4908365471793214225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/12/o-segundo-sexo-vol-i-capitulo-1.html' title='O Segundo Sexo Vol I - Capítulo 1'/><author><name>DeboraSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03850473912555223918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_wRFAPNdOmqs/TPO0eEgrKVI/AAAAAAAAADE/36_nPeZPavU/S220/debbys.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-8490301846758900864</id><published>2010-11-26T11:57:00.000-08:00</published><updated>2010-11-26T11:58:51.917-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo N'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernanda Montenegro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viver sem Tempos Mortos'/><title type='text'>Arquivo N - O Segundo Sexo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveitando que o grupo está a estudar o livro mais famoso de Simone de Beauvoir, lembrei que há algum tempo tinha encontrado no youtube uns vídeos do programa 'Arquivo N' de um especial que eles fizeram sobre justamente o livro O Segundo Sexo em seu aniverrsário de 60 anos de publicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse especial contém imagens e depoimentos da própria Simone de Beauvoir, por isso é interessante, assim como a polêmica que o livro levantou na época; imagens da atriz Fernanda Montenegro que a interpretou na peça Viver sem Tempos Mortos, assim como seu depoimento e de outras pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E de certa forma seu relacionamento com Sartre também entra em questão em relação com Sartre e seu engajamento na causa.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Parte 1 de 3:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/4M4QQMRio0I?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x402061&amp;amp;color2=0x9461ca"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/4M4QQMRio0I?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x402061&amp;amp;color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Parte 2 de 3:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/oX28Yp-KNoQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x402061&amp;amp;color2=0x9461ca"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/oX28Yp-KNoQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x402061&amp;amp;color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Parte 3 de 3:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/RqVkw0wTE3E?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x402061&amp;amp;color2=0x9461ca"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/RqVkw0wTE3E?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x402061&amp;amp;color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;*Vídeo: Youtube.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-8490301846758900864?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/8490301846758900864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/11/arquivo-n-o-segundo-sexo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8490301846758900864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8490301846758900864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/11/arquivo-n-o-segundo-sexo.html' title='Arquivo N - O Segundo Sexo.'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-6871016853715618960</id><published>2010-11-18T11:43:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T16:06:36.383-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução'/><title type='text'>O Segundo Sexo Vol. 1 - Introdução</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:large;"&gt;&lt;b&gt;Introdução ( Parte 2 de 2)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Nesta segunda parte  do resumo, encerra a introdução do livro, atentando que a edição utilizada para tal será a edição de 1980, o vol.1 da Editora Nova Fronteira, que vai da página 14 até a página 23.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Voltando um pouco, no final da página 13, Simone de Beauvoir diz que a divisão dos sexos é muito mais um dado biológico do que um momento histórico da humanidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;A sociedade não pode ser fragmentada em homens e mulheres, uma vez que ambos são necessários para propagação, formar um casal, uma parte é conectada a outra; mas esse&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;conhecimento da necessidade da mulher&lt;/span&gt; não a liberta. Ela é sempre a escrava, ou vassala do homem. Há uma dependência da mulher pelo homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As leis não são iguais para ambos e quando é, a mulher sai prejudicada. E quando os direitos lhe são reconhecidos, o seu costume adquirido a impede de  o exercer concretamente. É como se economicamente o homem e a mulher fossem duas castas, pois eles (os homens) possuem os melhores salários e melhores condições de progredir; algo que ainda hoje ocorre nas empresas, mulheres que desempenham o mesmo cargo que um homem, ganham menos, mesmo realizando o mesmo trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem provém materialmente a mulher, que por meio dessa "proteção" recusa sua liberdade, tornando-se uma coisa em vez de se reivindicar como sujeito; é um caminho mais fácil, uma vez que não há a angustia de uma existência devidamente assumida. O homem constitui a mulher , que por sua vez não reclama uma reciprocidade e se conforma com seu papel de &lt;i&gt;Outro&lt;/i&gt;. A dualidade dos sexos vem com um conflito, pois um  tenta se coloca como necessário e absoluto para que o &lt;i&gt;Outro&lt;/i&gt; exista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O questionamento de porque a mulher não venceu esse conflito da dualidade dos sexos, porque só agora começam a mudar e se haverá uma mudança que partilhe o mundo com ambos os lados não são recentes. Muitas respostas houveram pelo fato da mulher ser o &lt;i&gt;Outro&lt;/i&gt;, mas normalmente dada pelo próprio homem que é parte e juiz, segundo a feminista Poulain de la Barre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houveram tentativas de responder o motivo dessa superioridade pela religião, filosofia, literatura. Um exemplo que Beauvoir coloca é que o código romano invocou a imbecilidade e a fraqueza da mulher para que direitos lhe fosse restringido, pois o enfraquecimento da família leva o perigo para os herdeiros masculinos. Santo Agostinho declara: "a mulher é um animal que não é nem firme nem estável." É somente no Século XVIII que Diderot defende que a mulher é, assim como o homem, um ser humano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o desenvolvimento da Revolução Industrial a mulher ganhou mais espaço nas industrias, adquirindo uma certa autonomia, pelo menos económica, fazendo o feminismo sair do âmbito teórico e indo para o económico. Isso fez com que os adversários do feminismo ficassem mais ferozes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para defender a propriedade privada a burguesia evoca o fortalecimento da família, ou seja, mulher em casa. E na classe operária os homens tentaram barrar essa liberdade, da mulher como autónoma economicamente, pois elas faziam o mesmo serviço que eles por um preço menor. E agora não era apenas a filosofia ou a religião que os antifeministas evocavam, mas a biologia, psicologia experimental, etc. A máxima "igualdade na diferença" também foi evocada, assim como para os negros nos Estados Unidos; essa pretenso desejo de igualdade só serviu para ocorrer mais desigualdade. As mulheres se tornam inferiores no sentido de que suas possibilidades são menores do que as dos homens. Mas isso deve continuar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A burguesia enxerga na emancipação da mulher como um perigo a moral e aos seus próprios interesses. Não é apenas economicamente que essa "proteção" assegura aos homens, mas essa "proteção" garante a ideia de sua superioridade. Beauvoir coloca que Mauriac (acreditou escrever) que mesmo a ideia mais brilhante vinda das mulheres vem dos homens, é possível que essas ideias venham de homens, mas muitos homens consideram que suas opiniões vieram de outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum homem é mais desdenhoso e agressivo em relação a mulher do que aquele que duvida de sua virilidade, aqueles que não se sentem intimidados estão muito mais dispostos a tratar a mulher como seu semelhante. Muitos mascaram sua pretensão de se colocar como superior e absoluto, é pois, apenas, a liberdade da mulher que se realiza por ele. Os homens dizem que as mulheres são iguais a eles e que elas não precisam reivindicar nada, do mesmo modo que afirmam que ela não será jamais um homem e que sua reivindicação de nada serve. Um homem pode até ser simpático em relação a mulher, mas não partilha de sua condição de mulher para realmente compreender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito dos argumentos das feministas se perdem em face da polémica. A mulher não é superior ao homem, pois se assim fosse afirmado, o raciocínio cairia no mesmo âmbito vazio do argumento masculino; a mulher não é melhor nem pior, mas igualmente um ser humano, assim como o homem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário examinar a questão do início, se o homem é parte e juiz, a mulher também o é, porém mais indicadas para falar de si próprias. A má-fé tanto da mulher como a do homem reside na situação em que estão, estarão eles mais ou menos dispostos para procurar pela verdade? Muitas mulheres com seus direitos de ser humanos restituídos, preferem se abster. Contudo, o que virá para as mais jovens e como convém orientá-las?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há como  se falar de um assunto sem pressupor uma hierarquia de valores e uma descrição objetiva sem um fundo ético. A perspectiva adotada por Beauvoir tenta elucidar. A mulher não será colocada em termos de felicidade, mas sim da liberdade. E para isso ela ( a mulher) será discutida sob diversos pontos de vista: biológico, psicanalítico e do materialismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-6871016853715618960?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/6871016853715618960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/11/o-segundo-sexo-vol-1-introducao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6871016853715618960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6871016853715618960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/11/o-segundo-sexo-vol-1-introducao.html' title='O Segundo Sexo Vol. 1 - Introdução'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-4722353065454548020</id><published>2010-10-22T14:56:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T15:11:49.606-07:00</updated><title type='text'>O Segundo Sexo. vol. 1.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Introdução (Parte 1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   Simone de Beauvoir afirma que "agora", em 1949, "não sabemos mais exatamente se ainda existem mulheres", e mais: "se existirão sempre, se devemos ou não desejar que existam, que lugar ocupam ou deveriam ocupar no mundo". E que ser do sexo feminino não significa necessariamente ser mulher. (BEAUVOIR, 2009, p.13)¹.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A autora afirma que em seu tempo a diferença entre duas categorias que se vestem diferente, tem corpos diferentes, interesses e ocupações diferentes, é uma "evidência total". (Ibidem. p.15). Porém, ela escreve:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;br /&gt; "Se a função de fêmea não basta para definir a mulher, se nos recusamos também a explicá-la pelo 'eterno feminino' e se, no entanto, admitimos, ainda que provisoriamente, que há mulheres na Terra, teremos que formular a pergunta: o que é uma mulher?" (Ibidem. Ibid.).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Simone de Beauvoir também afirma que desde as mitologias antigas já se concebia o pensamento &lt;/span&gt;de dualidades como o Mesmo e o Outro. Afirmando ser a alteridade uma categoria fundamental do pensamento humano. Sendo assim, nada, ninguém, nenhuma coletividade se afirma sem colocar o Outro diante de si. Porém, admite-se uma reciprocidade, "não é o Outro que se definindo como Outro define o Um; ele é posto como Outro pelo Um definindo-se como Um." (Ibidem, p. 18). Ou seja, o que a autora está querendo afirmar é que se o Um afirma-se como o Um e o Outro transforma-se em Outro de forma a prespectivar sua pre-definição como tal é previsto que se tenha sujeitado a tal situação. Então, de onde viria a submissão da mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   As mulheres estão fragmentadas nas classes existentes, uma mulher burguesa serve à burguesia, uma mulher negra à comunidade negra, não possuindo uma identidade comum entre elas, assim como os negros nos EUA e os judeus. Podendo assim ser este um dos motivos de sua submissão. Esta afirmação ainda não se elucida neste ponto, mas encerraremos por aqui nossa discussão de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;¹ A referência aqui usada é: BEAUVOIR, Simone de. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Segundo Sexo.&lt;/span&gt; Tradução Sérgio Milliet. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-4722353065454548020?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/4722353065454548020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/o-segundo-sexo-vol-1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4722353065454548020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4722353065454548020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/o-segundo-sexo-vol-1.html' title='O Segundo Sexo. vol. 1.'/><author><name>Frido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17090687820755434563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YHsXY9ql4qg/TOkoeDW4qQI/AAAAAAAAAL0/z6gZKQbdIAE/S220/Imag005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-8500413506884980286</id><published>2010-10-22T14:09:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T14:55:25.203-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Segundo Sexo'/><title type='text'>Livro de estudo: O Segundo Sexo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMHuLI5LiOI/AAAAAAAAAA8/4I2MOXRxS7o/s1600/beauvoir_cafedesdeuxmagotsp6.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMHuLI5LiOI/AAAAAAAAAA8/4I2MOXRxS7o/s320/beauvoir_cafedesdeuxmagotsp6.jpg" border="0" width="270" height="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este post tem como intenção expor um pouco sobre o livro que o grupo &lt;b&gt;Liberdade e Ambiguidade: Compreendendo Beauvoir &lt;/b&gt;passa a estudar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por muito tempo, o grupo de estudos manteve-se focado nos escritos iniciais da autora como: &lt;b&gt;O Existencialismo e a sabedoria das nações&lt;/b&gt; (lançado em 1948, mas com quatro artigos escritos para a revista &lt;b&gt;Les Temps Moderns &lt;/b&gt;na década de 40, do qual  para ver o resumo realizado pelo grupo, basta clicar &lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/06/o-existencialismo-e-sabedoria-das.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;); &lt;b&gt;Por uma Moral da Ambiguidade&lt;/b&gt; (1947) e&lt;b&gt; Pirro e Cinéias &lt;/b&gt;(1944) sendo este o primeiro ensaio filosófico de Beauvoir e pode ser encontrado na edição de &lt;b&gt;Por Uma Moral&lt;/b&gt; &lt;b&gt;da Ambiguidade&lt;/b&gt; (Destes dois últimos não há resumos no blog, mas serviu como base para alguns artigos e comunicações de membros em eventos de filosofia);&lt;b&gt; &lt;/b&gt;E o último a ser estudado foi &lt;b&gt;O Pensamento de Direita, Hoje &lt;/b&gt;(para ver o resumo realizado pelo grupo deste livro basta clicar &lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/o-pensamento-de-direita-hoje-todos-os.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se menciona o nome de Simone de Beauvoir ou se pergunta acerca de um livro dela, normalmente o que se vem a mente é o nome de um certo livro que foi publicado em 1949: &lt;b&gt;O Segundo Sexo&lt;/b&gt;. E é justamente o livro mais famoso de sua autoria que o grupo passa a estudar a partir desta data. Um livro que analisa a mulher como um tema filosófico, que causou muita polêmica na época. O que ocasionou reações muito hostis contra o livro e a própria Beauvoir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando questionada acerca disso e de quem partia essas manifestações hostis, Simone de Beauvoir diz numa entrevista de 1976, concedida para Alice Schwarzer, que pode ser encontrada no livro de 1983 :&lt;b&gt;Simone de Beauvoir hoje:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;" De todos. Talvez tivéssemos cometido um engano publicando antes da saída do livro, o capítulo sobre a sexualidade em &lt;i&gt;Les Temps Modernes&lt;/i&gt;. Ele desencandeou a tempestade. Foi de uma grosseria... Mauriac, por exemplo, escreveu a um amigo que na época, trabalhava conosco em &lt;i&gt;Les Temps Modernes&lt;/i&gt;: "Ah, acabo de aprender muito sobre a vagina de sua patroa..." &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;E Camus, que naquele tempo ainda era amigo, me disse: "Você ridicularizou o homem francês." Professores atiraram o livro através da sala, de tal modo sua leitura lhes foi insuportável. &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;E quando eu ia ao restaurante, à Coupole, por exemplo, vestida da forma mais feminina, como é meu costume, as pessoas me olhavam e diziam: "Ah, muito bem, é ela... eu pensava que... Então é ela que transa nas duas áreas." Porque, naquela época, eu tinha reputação de lésbica. Uma mulher que ousara escrever aquelas coisas, não podia ser "normal". &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os comunistas também me reduziram a pedaços. Trataram-me de "pequeno-burguesa" e me explicaram: "Compreenda, as operárias de Billancourt estão se lixando para todas as coisas que a senhora lhes diz." O que é interamente falso. Eu não tinha do meu lado nem a esquerda nem a direita."&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essa resposta, pode-se se ter uma idéia da polêmica que o livro levanta. A situação da mulher em sempre estar abaixo do homem, não é algo a priori, não é dada por nenhum fator histórico ou biológico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O Segundo Sexo&lt;/b&gt; é divido em duas partes. A primeira chama-se: &lt;b&gt;Fatos e Mitos&lt;/b&gt; e a segunda: &lt;b&gt;A Experiência Vivida&lt;/b&gt;. Em que há uma analíse da figura da mulher, na biologia, história, os mitos acerca da mulher, a formação, situação, justificações e um caminho para ela se libertar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é possível supor, o livro possui várias edições. As que estão sendo utilizadas pelo grupo é a da editora Nova Fronteira e Círculo do livro. E uma edição em francês para comparações de traduções. Abaixo algumas fotos dos livros:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMH7xxrTOpI/AAAAAAAAABA/_PzP8Plx7eM/s1600/39823.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMH7xxrTOpI/AAAAAAAAABA/_PzP8Plx7eM/s320/39823.jpg" border="0" width="208" height="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; Este aqui é a edição mais nova pela Nova Fronteira, sendo lançada ano passado em comemoração aos 60 anos de lançamento do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta abaixo é pela editora Círculo do Livro.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMH7y-d7jfI/AAAAAAAAABE/oRXpFaVuRYo/s1600/41121_140.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMH7y-d7jfI/AAAAAAAAABE/oRXpFaVuRYo/s320/41121_140.jpg" border="0" width="228" height="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; E estas aqui são de 1980, pela Nova Fronteira, a mesma que lançou a livro em comemoração ano passado do qual a fotto foi a primeira mostrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMH70PmEslI/AAAAAAAAABI/7jfC5KzFy04/s1600/43450769_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMH70PmEslI/AAAAAAAAABI/7jfC5KzFy04/s320/43450769_1.jpg" border="0" width="214" height="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMH711hcRbI/AAAAAAAAABM/OjxI-KEboZY/s1600/segundo_sexo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMH711hcRbI/AAAAAAAAABM/OjxI-KEboZY/s320/segundo_sexo.jpg" border="0" width="215" height="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi dito no início, este post é apenas para informar um pouco sobre a nova obra a ser estudada pelo grupo, e para que tenham um pouco da idéia dos resumos que irão a ser postados aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se pretende é que com o avançar dos estudos os resumos irão ser postados quizenalmente, assim como as reauniões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-8500413506884980286?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/8500413506884980286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/livro-de-estudo-o-segundo-sexo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8500413506884980286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8500413506884980286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/livro-de-estudo-o-segundo-sexo.html' title='Livro de estudo: O Segundo Sexo'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TMHuLI5LiOI/AAAAAAAAAA8/4I2MOXRxS7o/s72-c/beauvoir_cafedesdeuxmagotsp6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-1498427409805874930</id><published>2010-10-14T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T13:25:24.753-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Todos os resumos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Privilèges'/><title type='text'>O Pensamento de Direita Hoje ( Todos os Resumos)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminamos os estudos sobre mais um livro de &lt;i&gt;Simone de Beauvoir&lt;/i&gt; e para facilitar a procura e até mesmo a leitura, este post terá os links dos resumos feitos pelos membros do grupo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O Pensamento de Direita Hoje ( &lt;i&gt;La Pensée de Droite, Aujourd'hui&lt;/i&gt; )&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/06/novo-livro-em-estudo-o-pensamento-de.html"&gt;Introdução ao livro &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206555"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/07/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-1.html"&gt;Capítulo 1: Situação atual do Pensamento Burguês&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206558"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/07/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-2.html"&gt;Capítulo 2: O Anticomunista&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206561"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/08/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-3.html"&gt;Capítulo 3: A Teoria da Elite&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206564"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/08/o-pensamento-do-direita-hoje-capitulo-4.html"&gt;Capítulo 4: A História&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206567"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/missao-da-elite.html"&gt;Capítulo 5: Missão da Elite&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206570"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-6.html"&gt;Capítulo 6: O Pensamento&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206573"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/normal-0-21-false-false-false.html"&gt;Capítulo 7: A Moral&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206576"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-8.html"&gt;Capítulo 8: A Arte&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206579"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-9.html"&gt;Capítulo 9: Valor e Privilégio&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206582"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo.html"&gt;Capítulo 10: A Vida dos Eleitos ( Parte 1 de 2)&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_271206585"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/vida-dos-eleitos.html"&gt;Capítulo 10: A Vida dos Eleitos ( Parte 2 de 2)&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-1498427409805874930?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/1498427409805874930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/o-pensamento-de-direita-hoje-todos-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/1498427409805874930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/1498427409805874930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/o-pensamento-de-direita-hoje-todos-os.html' title='O Pensamento de Direita Hoje ( Todos os Resumos)'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-3310789467474547351</id><published>2010-10-08T16:54:00.000-07:00</published><updated>2010-10-08T17:18:12.483-07:00</updated><title type='text'>O Pensamento de Direita, Hoje. - Capítulo 10 (Parte 2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Vida dos Eleitos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir declara que os mitos burgueses envelheceram um pouco, e que "as velhas hierarquias estremecem, a ordem do mundo está incerta, a honra desfalece". Sendo assim, o burguês, o homem de direita, o "Eleito", volta-se a um solipsismo, vendo que suas instituições sucumbem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cética, e não mais bem-pensante, a literatura de direita se fecha, pois, no subjetivismo." Veem o amor não como uma união, uma comunicação, e sim como uma solidão. O amante está encerrado em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seus&lt;/span&gt; delírios, pensa o burguês que o amor só concerne a si próprio. Este sistema se estende a todas as relações humanas. "A única preocupação do Eleito será pois o culto do seu 'eu'". Ele quer cultivar as suas diferenças, é isso que faz dele privilegiado, ele quer se sentir superior. "(...) trata-se de não se assemelhar aos outros." Pretende ele, segundo Beauvoir, levar uma vida sem conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém é impossível viver na pura interioridade, segundo a autora, de certa forma essa interioridade se externará, pois não pode ficar no vazio, precisa preencher-se de objetividade. E é na literatura que muitos buscam a saída. Em uma literatura que se pretende "não comprometida". "Eles querem uma literatura que se mantenha fora do mundo, que os ajude a dissimular, a negar, ou pelo menos a fugir da realidade." E mais: "uma vida sem conteúdo exige evidentemente livros sem conteúdo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beauvoir neste ponto deste capítulo assemelha-se a Beauvoir de "Por uma moral da ambiguidade", quando critica a impossibilidade de manter-se em um patamar de "escrever descomprometidamente". Também quando afirma: "Em suma, eles não conseguem levar até o fim o seu solipsismo, nem escrever um livro sem conteúdo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora ainda acrescenta à sua crítica o fato de o escritor burguês só levar em conta a vida interior. "Fora dela, só procura evadir-se: ou no passado, ou através do espaço, ou no irreal." Eles tratam de nos fazer esquecer deste mundo e de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A burguesia também evoca um "naturalismo", pretendendo encerrar o homem em explicações baseadas na natureza. Pretendendo também justificar sua posição privilegiada. Porém a autora nega a validade dessa concepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim Beauvoir encerra neste último capítulo sua crítica ao pensamento de direita do seu tempo, onde podemos ver conexões com pensamentos de outros livros seus como: "Por uma moral da ambiguidade" e também o "O sangue dos outros", no que concernem a seu pensamento ético-político.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-3310789467474547351?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/3310789467474547351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/vida-dos-eleitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/3310789467474547351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/3310789467474547351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/vida-dos-eleitos.html' title='O Pensamento de Direita, Hoje. - Capítulo 10 (Parte 2)'/><author><name>Frido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17090687820755434563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YHsXY9ql4qg/TOkoeDW4qQI/AAAAAAAAAL0/z6gZKQbdIAE/S220/Imag005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-9161410264904921234</id><published>2010-10-04T15:50:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T13:23:31.368-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Vida dos Eleitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>O Pensamento de direita hoje - Capítulo 10 (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: large; font-weight: bold;"&gt;A Vida dos Eleitos&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"Os eleitos excluíram do seu universo espiritual o resto da humanidade; ei-los entre si: que maravilha irão fazer de si mesmos?" Segundo a citação, uma vez que os membros da burguesia optaram por ignorar a existência da humanidade, Beauvoir nos propõem que analisemos de que maneira se comportam entre si. Sendo assim, a existência dos membros ativos da burguesia não se encontra na ação, antes sim em fins empíricos voltados para seus próprios interesses. A luta destes se apresenta muito mais negativa do que conquistadora, desta maneira a moral burguesa se encaminha para um comodismo que é justificado pelo pensador burguês através do catastrofismo histórico, que nada mais é do que o Apocalipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito embora a História esteja condenada por esse pessimismo, esses mesmos pensadores, a partir de uma visão otimista, afirmam que o universo é bom. Em suma, usa-se esse argumento como forma de ignorar o que se encontra ao redor dele: a pobreza de muitos. Se ignorar se tornou inviável, resta ainda suportar como afirma Montherlant: "&lt;i&gt;Com que espírito podemos suportar - nós, os felizes - a miséria do mundo? Assim como suportamos que seja noite em New York à hora em que há sol em Paris.&lt;/i&gt;". Essa dialética de que a pobreza do homem representa a sua maior riqueza permite que a direita detenha a História, fazendo com que o escravo acredite que já é senhor e por esse motivo não necessita se tornar aquilo que "já é".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nos fala Pingaud: "&lt;i&gt;O consentimento é o contrário da conquista&lt;/i&gt;." e o homem que consente não se define por sua ação por que este não faz nada, não luta por nada; e com isso o homem limita-se apenas a constatar a História sem dela fazer parte. E com isso a dita sabedoria burguesa propõe que a única opção existente é aceitar as coisas sem lutar, sem questionar. Assim, para os intelectuais burgueses o indivíduo é algo distinto de seus atos, estando sua verdade contida em outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem de elite, acreditam ele, é nobre por uma graça inata, portanto, quando busca algum fim é unicamente com intuitos egoístas: ações aparentemente desinteressadas escondem pretensões egoístas. Dessas pretensões podemos destacar a figura do chefe carismático, que comanda suas tropas, mas que triunfa pela ascendência da sua personalidade não por demagogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declara Thierry Maulnier: "&lt;i&gt;O direito de errar é o direito fundamental do ser humano, e envolve todos os outros.&lt;/i&gt;". Todo aquele que acredita na importância dos seus fins, tem o fracasso como uma desgraça, tendo como possibilidade de salvação apenas uma reparação objetiva. A verdade é que o direito de errar não se encontra contido neste mundo empírico, mas num plano subjetivo. Entretanto, esses erros representam faltas políticas que custaram vidas humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse subjetivismo burguês permite que o homem de elite não necessite prestar contas a ninguém e a falta de ação exige dele uma certa conduta: "&lt;i&gt;Que lei seguirá essa conduta?&lt;/i&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-9161410264904921234?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/9161410264904921234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/9161410264904921234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/9161410264904921234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/10/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo.html' title='O Pensamento de direita hoje - Capítulo 10 (Parte 1)'/><author><name>DeboraSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03850473912555223918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_wRFAPNdOmqs/TPO0eEgrKVI/AAAAAAAAADE/36_nPeZPavU/S220/debbys.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-3168154587358949054</id><published>2010-09-30T15:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T16:30:01.471-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valor e Privilégio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>O Pensamento de Direita Hoje - Capítulo 9</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Valor e Privilégio&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ordem que favorece a Elite não poderia ser mais clara: o que conta não são os homens, mas uma realidade acima dos homens numa sociedade hierarquizada. Evidentemente é nessa realidade sobre-humana que a Elite se encontra; e para se encontrar ou alcançar uma verdade, deve-se aceitar essa hierarquização. É a utilização da máxima "igualdade na diferença" que os privilegiados fazem valer, acontece é que esses diferentes não se sentem iguais e é a indisciplina destes que os fazem cair na massa, que por sua vez não possui uma existência ligimitizada aos olhos da Elite. O pensamento excludente entre massa e valor continua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Elite pretende se apoiar em valores universais onde poucos são os que detém tais valores. Aqui poderia se pensar: Que valores? Valores vitais, espirituais ou materias? E sendo materiais, não seria indigno? Ingênuo aquele que pensa ou quer que a virtude tenha um fim em si mesma, que o sábio ou o héroi não reclamem salários maiores por guiar os outros; que os políticos não queiram privilégios por estar no poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É pela idéia de mérito que a burguesia une a iéia de valor com a de gozo. Scheler diz que tais valores de prazer não são dados pela "justiça", mas pelo valor de vida. Ou seja, tal classe de privilegiados podem desfrutar-se do ócio e de sua liberdade burguesa justamente por possuirem uma virtude superior, um privilégio, de fato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretando, ao injetar nesse sistema tal materialidade, pode-se pensar por qual motivo sagrado essa dependência empírica dos Eleitos não se aplica aos outros homens? Jaspers tentar responder tal dúvida afirmando e proclamando uma "nobreza da humanidade" em tais privilegiados; o Transcedente exige uma sociedade hierarquizada e se os privilegiados não possuirem o controle econômico sobre a coletividade, correriam o risco de se massificarem. Simone de Beauvoir retruca sarcástica: "&lt;u&gt;&lt;i&gt;O sistema é por demais coerente: tem a coerência de uma tautologia."&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que realmente difere o Eleito dos outros homens é justamente seu valor que tem como fundamento esse seu privilégio.&amp;nbsp; O privilegiado tem um forte instinto de conservação e pretende justificar e perpetuar sua condição, mesmo que tal pensamento não se sustente por si só.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-3168154587358949054?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/3168154587358949054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-9.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/3168154587358949054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/3168154587358949054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-9.html' title='O Pensamento de Direita Hoje - Capítulo 9'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-730938151574705975</id><published>2010-09-16T14:43:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T04:21:03.019-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>O Pensamento de direita hoje - Capítulo 8</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;A Arte&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aristocracia de direita profere que se deve preferir à Beleza aos homens, tal afirmação consiste como sendo um de seus dogmas. A beleza é uma realidade projetada acima da nossa pobre realidade mundana; constitue a verdade do humano, mas é preciso que ela se mantenha contra os homens, pois como Drieu la Rochelle diz: "&lt;i&gt;a humanidade é feia venha de Chicago ou de Pontoise"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sorte da Arte e da Beleza estão intimamente ligadas. A beleza se realiza plenamente na arte que é uma realidade dada que se aprende pela contemplação estética; é também por ela que o homem transcende seu próprio ser. A arte vai de contra ao destino, pois supera a mortalidade&amp;nbsp; do homem que a fez e o tempo em que é realizada; está ancorada na eternidade. Por isso que os estetas recriminam esse mundo empírico em que se vive, por causa de sua data de validade, seu caráter absurdo e o caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os defensores da arte, a importância&amp;nbsp; da arte sobrepõe-se aos outros valores eternos, pois ela possui uma realidade ao qual tanto a direita quanto a esquerda reconhecem: os outros valores não passam de equívocos inapreensíveis. A esquerda reconhece essa realidade da arte, assim como sua importância, mas se pergunta com que direito a direita confude a causa da arte com a dela própria. Tal fato, Simone de Beauvoir diz que é recente; por exemplo na literatura aconteceu uma revolta contra a burguesia, mas o momento negativo da revolta não foi ultrapassada. Não é mais possível fazer uma revolta contra a burguesia sem estar do lado de seus adversários, pode -se compreender com a máxima: "Resista ou Sirva". Se antes a poesia servia de crítica contra os valores, hoje ela serve à essa mesma burguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma arte puramente autêntica, do mesmo modo que não há uma moral desse modo, que imobiliza o&amp;nbsp; humano. Uma arte pela arte está fadada ao fracasso, do mesmo modo com uma moral com valores eternos e inumanos. As obras apreciadas pelos intelectuais burgueses mais se parecem com pastiches ( uma obra que imita grosseiramente o estilo de outros autores famosos). Um novo Sthendal ou um novo Rimbaud deveria não apenas imitar o estilo desses, mais ir alem das barreiras estabelecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aron e Monnerot afirmam que não é possível haver arte numa barbárie, como no comunismo e quem discorda deles, são acusados de "promoção" as custas do comunismo. É a Arte em pessoa que afirmaria e não os artistas, segundo o Sr. Stanislas Fumet, não é possível fazê-la na servidão, acontece que essa liberdade que a Arte está proclamando é justamente a da burguesia, a da miséria, a da corrupção; pois essas são úteis para que o artista viva a diversidade da vida. Seguindo essa linha de pensamento tão libertária, o que seria milhões morrendo de fome perto da eternidade de uma poesia de Montherlant? A infelicidade é necessária ao Transcedente, que é necessária à Beleza e à Arte. As doutrinas, as políticas que pregam a felicidade do homem são antiestéticas, o mundo tem que ficar como está. Tal pensamento traz dentro dele uma disseminação de um conformismo para que o poder continue nas mãos de quem está, pois dizem que "&lt;i&gt;haverá sempre infelicidade sobre a terra&lt;/i&gt;". Segundo Dionys Mascolo "&lt;i&gt;esta arte cúmplice da infelicidade não pode ser grande arte. Ela termina por trair a infelicidade, por trair a infelicidade e, assim, trair-se a si mesma&lt;/i&gt;.". Esse amor sem freios ao belo não nasce de um esteticismo, mas de um recentimento, diz Sartre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massa e arte se excluem, pois só é belo o que é raro e precioso, ao vulgarizar destroi-se a beleza e o valor artístico. É nesse princípio de exclusão entre as massas e a arte em que a estética da direita se fundamenta. Não haveria &lt;i&gt;aquilo&lt;/i&gt; que tornaria os intelectuais diferente dos demais, de nada adianta se o melhor vinho é produzido em série com a mesma qualidade e gosto, de nada adiantaria uma obra de arte feita em série até mesmo com as imperfeições que a torna única. O que antes era raro e precioso, não passa de algo vulgarizado e sem valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-730938151574705975?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/730938151574705975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-8.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/730938151574705975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/730938151574705975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-8.html' title='O Pensamento de direita hoje - Capítulo 8'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-3335384012543187577</id><published>2010-09-13T08:06:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T13:45:47.965-07:00</updated><title type='text'>O Pensamento de direita hoje - Capítulo 7</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="text-align: center;" face="arial" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Moral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                                                                                   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                     &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Beauvoir começa nos dizendo que num período anterior a guerra, a moral da direita se apresentava muito mais heróica, onde o homem atuante na Historia é o herói. Essa atuação que estabelece a verdadeira comunicação entre os homens acontece por meio da violência, da guerra. Dessa maneira, percebemos que o homem se afirma por meio da guerra, da destruição do próximo; dessa forma é que a existência de realiza. Afirma Drieu: &lt;i style=""&gt;“Nada se faz senão com sangue.”&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Entretanto, todo o sangue derramado não mais serviu para afirmar a existência, uma vez que não se prega mais o heroísmo, mas sim a sabedoria. Sendo assim, Jaspers ao conceber um espiritualismo burguês, através de um encontro do homem com ele mesmo, entrega a elite do pós-guerra uma moral pratica diferente daquela filosofia do Transcendente. &lt;i style=""&gt;“O herói moderno, enquanto mártir, não pode ver seu adversário, e ele mesmo permanece invisível no que verdadeiramente é.”&lt;/i&gt;, dessa maneira, o herói deixou de ser herói e passou a ser mártir. Segundo Jaspers, o questionar-se a si mesmo é transcendente e nos remete a existência de fato; assim, a autenticidade é uma maneira de ultrapassarmos para o Transcendente. Dessa maneira, manter laços com a raça, com o país, com as tradições, representaria uma forma de se realizar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Segundo Braspart, algumas individualidades permanecem impossíveis de serem vencidas por meio da razão, nada se conseguindo contra elas. Da mesma forma afirma Claude Elsen que o único compromisso que o indivíduo possui é aquele que se estabelece consigo mesmo. Assim, muitos desses indivíduos insubstituíveis sonham com um corpus mysticum.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A única resposta possível a pergunta “ser si mesmo?” será a de que devemos sempre nos diferenciar a partir de nossa finitude singular. Ser si próprio, assim como ser livre representam a mesma coisa, logo, para o europeu a liberdade significa tão somente a de realizar-se, de buscar-se, de diferir-se.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É preciso, entretanto, entender que o sentido da palavra indivíduo está profundamente voltada para o sentido de pessoa: &lt;i style=""&gt;“(...) o indivíduo é insubstituível (...)”&lt;/i&gt;; assim o que se busca não é a realização da humanidade em geral, mas do indivíduo. Imaginava-se que esses indivíduos estariam encarregados de uma vocação, mas no mundo moderno, o conceito de vocação teria perdido toda a sua honra em meio aos horrores da guerra. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Beauvoir salienta os privilegiados sempre reivindicam aquilo que lhes é vantajoso, mas nunca aquelas diferenças que são desvantajosas, uma vez que nunca se reclama a miséria ou a escravidão. Falar de um passado onde os oprimidos eram honrados por uma vocação que de certa forma lhes era imposta, é na verdade uma piada de muito mal-gosto. Assim, afirma Aléxis Carrel, que a organização dos negócios, bem como da produção em massa só tende a diminuir o desenvolvimento da pessoa humana.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Finalmente, intelectuais europeus como Rougemont e Jaspers afirmam que só os eleitos conseguem se realizar como pessoa, através de sua resistência à massa: &lt;i style=""&gt;“Atribuir a todos os homens a dignidade de uma pessoa, seria estabelecer sua igualdade, seria o nivelamento, a uniformização, o socialismo.”&lt;/i&gt;. Dessa forma, fica claro que se trata aqui, ainda, de uma negação das massas em favorecimento das elites.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-3335384012543187577?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/3335384012543187577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/normal-0-21-false-false-false.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/3335384012543187577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/3335384012543187577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/normal-0-21-false-false-false.html' title='O Pensamento de direita hoje - Capítulo 7'/><author><name>DeboraSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03850473912555223918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_wRFAPNdOmqs/TPO0eEgrKVI/AAAAAAAAADE/36_nPeZPavU/S220/debbys.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-2167849454279301537</id><published>2010-09-02T14:33:00.000-07:00</published><updated>2010-09-02T14:40:04.260-07:00</updated><title type='text'>O Pensamento de Direita, Hoje - Capítulo 6</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O PENSAMENTO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Neste capítulo Simone de Beauvoir afirma que os teóricos burgueses “professam um subjetivismo psicofisiológico” que retira as ideias do objeto pensado e a colocam somente na mentalidade do sujeito. Com este pensamento afirmam haver uma determinada essência que é expressa como: “uma alma negra, um caráter judeu, uma sabedoria amarela, uma sensibilidade feminina, um bom-senso camponês, etc.” Dizem que há uma essência e que esta “define a região do ser que é acessível a cada um”, ou seja, um camponês necessariamente “tem uma intuição mais certeira da terra que um agrônomo formado”, pois é um camponês. Com isso, embasam-se em uma espécie de teoria do conhecimento spengleriana chamada tato fisiognomônico. Isto desemboca em afirmações como: “Um desenraizado, um sem classe, jamais pode compreender a classe ou a raça em que está como intruso.” Este sistema aqui indicado, segundo Beauvoir, permite restabelecer aos homens de direita o critério da autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro momento do mesmo capítulo, Beauvoir afirma que os homens de direita se fazem místicos e ligam a Verdade e a Liberdade ao silêncio e ao Transcendente. E, no entanto, prova-se que isso é uma falácia dos burgueses, pois eles o que mais reivindicam é a liberdade de expressão, e que de fato “eles não acreditam muito em mesas que giram movidas por forças ocultas.” Porém, para impor sua autoridade propõem isso como “verdade”, o misticismo e o silêncio daqueles não-privilegiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em outro momento deste capítulo a autora afirma: “(...) sabemos que o conceito de liberdade, se define (...) a partir das liberdades burguesas. A liberdade existe onde os burgueses são livres.” Por isso o exemplo citado de um senhor que afirma a miséria em Haiphong (cidade vietnamita) como liberdade. Tudo se define a partir das normas burguesas e estes pensam encarnar a figura humana, sendo assim, a massa excluída da possibilidade de acesso a este domínio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-2167849454279301537?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/2167849454279301537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-6.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/2167849454279301537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/2167849454279301537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-6.html' title='O Pensamento de Direita, Hoje - Capítulo 6'/><author><name>Frido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17090687820755434563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YHsXY9ql4qg/TOkoeDW4qQI/AAAAAAAAAL0/z6gZKQbdIAE/S220/Imag005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-5827494786427902686</id><published>2010-09-01T15:54:00.000-07:00</published><updated>2010-09-02T07:07:35.388-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missão da Elite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>O Pensamento de Direita Hoje - Capítulo 5</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large; font-weight: bold;"&gt;MISSÃO DA ELITE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vimos anteriormente em "A História" a burguesia exalta uma moral da ataraxia¹ que serve apenas a si mesma, pois ao mesmo tempo em que condena a história, o burgues busca, por outro, salvaguardar para si "o momento da História que o privilegia", isto é, diviniza-se e exalta "Formas, Ideias, Valores que transcendem a História e precisam ser defendidos". Lógico que estes são os que lhe servem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vê-se aqui algo já exposto em capítulos anteriores - ora em entrelinhas, ora mais em voga - o platonismo,o idealismo proferido pela "elite". Criticam aqueles que buscam mudanças políticas que vão de encontro com as ideias que proclamam ser universais: não se devem confrontá-las.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, ainda defendem uma tese em comum: a do pluralismo. Declamam tal tese com vigoroso clamor a fim de defender seus interesses. A diferença é comum, dizem, não se pode exigir condições iguais para pessoas distintas. Com isso tentam justificar um pessimismo histórico que visa atacar a qualquer possibilidade de combate. Fazem sistemas confusos para explicar esta distinção e justificá-la a tal ponto que faz com que não parecem de fato opressores, fazendo o oprimido sentir-se em seu lugar, camuflando esta opressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beauvoir mostra o argumento de Spengler - que se distingue daquele de verdades universais - mas que ainda assim defende os interesses burgueses. Spengler anuncia que "não há verdades eternas", mas que "o único critério de uma doutrina é a sua necessidade para a vida". Ora, Beauvoir concorda que ele é mais coerente que os demais, pois ele percebe que um pensamento que exalta o pluralismo para se justificar se contradiz com critérios que se querem universais. O que ele faz, aponta Beauvoir, é "substituir o ideal de universalidade pelo reconhecimento de uma multiplicidade de verdades"; o que a burguesia faz, todavia, é impor a sua verdade e camuflá-la como a melhor, segundo o que foi dito no fim do parágrafo anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um parágrafo de extrema ironia, Beauvoir fala como se fosse um burgues cínico, que admite que a "civilização burguesa ocidental é a única a que estamos substancialmente vinculados", e que esta civilização não implica em progresso algum, onde o futuro nada significa, é um conceito vazio. A única coisa que interessa é a Forma à qual estão vinculados, apenas o seu presente. A ameaça de decadência que sofrem, isto é, o comunismo, não possui "promessa de uma forma nova". Além de si mesma "tudo é noite e silêncio. Preocupemo-nos, pois, com a Europa, com o Ocidente: nada mais no concerne".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beauvoir ainda nos fala da concepção de Jaspers, que confirma o que Spengler diz. Jaspers diz que existe uma pluralidade de verdades, as quais se comunicam entre si por conta de certa relação com o Ser, o Trascendente, e que só podem ser vividas em separação, pois a verdade de cada um se choca com a de outrem, e é por ela que "venho a ser eu mesmo; ela não é única, porém é a única e insubstituível enquanto está em relação com outrem". Dito isto, Beauvoir mostra que há aí uma exaltação de uma moral ue privilegia o "ser si mesmo", o abrir-se ao Transcendente assumindo minha finitude, em vez de buscar ultrapassá-la. Mais uma vez irônica, Simone diz: "Portanto, meu dever de burguês ocidental é querer incondicionalmente a civilização burguesa ocidental".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conclui, então, a autora francesa que o burguês quer mostrar-se como única possibilidade de salvação, porém, mostra a filósofa, essa salvação se operará contra as massas, pois o burguês as vê como "elementos de dissolução" que "desintegram as ordens, provocam os cismas, negam o Transcendente e esvaziam a realidade humana de sua substância" que logicamente só se salvaguarda no próprio burguês. Por meios das massas "tudo se perde e nada se cria". Tudo isso possui como consequência o desprezo pelas massas a ponto de renegar a cada um que a compõe o nome de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homem&lt;/span&gt;, que culminará em uma exclusão dela como agente histórico se operando também aí um desligamento dela dos campos de valores ético e estéticos, os quais a autora tomará nos capítulos que se seguem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-5827494786427902686?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/5827494786427902686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/missao-da-elite.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5827494786427902686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5827494786427902686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/09/missao-da-elite.html' title='O Pensamento de Direita Hoje - Capítulo 5'/><author><name>Lucas Nog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14236963328293819058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-5057859555369445647</id><published>2010-08-31T06:32:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T06:32:55.669-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A História'/><title type='text'>O Pensamento do Direita Hoje - Capítulo 4</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A História&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para tratar da concepção da História propagada pelo pensamento de direita, Simone de Beauvoir utiliza-se preferencialmente das teses de Burnham, Spengler, Toynbeee. Embora não esteja preocupada em examinar aqui os sistemas destes, a autora expõe a ideia geral e até mesmo contraditória destes pensadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burnham afirma que a natureza humana é pervesa e é imutável, pessimismo esse que já basta para condenar a História, que seria feita pelos Estados Maiores, onde o movimento histórico seria realizado pela luta de poder entre as elites. Nessa sucessão entre as elites não há realmente uma finalidade, há simplesmente uma luta de poder pelo próprio poder, os homens não ganham nada. Essa ideia de Burnham é facilmente usurpada pelos anticomunistas que querem desacreditar a ideia de revolução. Aron e Monnerot, por exemplo, utiliza-se das concepções de Burnham para combater o "romantismo revolucionário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse pessimismo de direita não vem sozinho, traz consigo um certo misticismo. Se a História é absurda como afirma Burnham, como a Elite se salvará, pois é ela própria que faz a História? Burnham nem sequer sente necessidade de se justificar uma vez que está alienado pelo anticomunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spengler e Toynbee tem um pouco mais de recursos em seus respectivos sistemas, embora traga uma visão mais trágica do mundo e condene todas as civilizações à morte, que nasce por meios inumanos; a insignificancia da humanidade é proclamada. A História estaria subordinada ao Cosmos e haveria até mesmo uma salvação sobrenatural para certos homens e em cada ciclo histórico há formas que transcendem a própria história e estas são harmoniosamente ligadas aos interesses dos privilegiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Spengler o objeto e a realidade da História nada tem haver com "a existência da besta humana", e realidade histórica dependeria de um fator cósmico. "&lt;u&gt;&lt;i&gt;Uma cultura nasce no momento em que desperta uma grande alma; uma cultura morre, quando a alma realizou a suma inteira das suas possibilidades sob a forma de povos, línguas, doutrinas religiosas, artes, Estados, ciências, e assim volta ao estado psíquico primário&lt;/i&gt;"&lt;/u&gt;. Já em Toynbee há vagamente uma idéia de progresso, contudo, este não é recaído nas indignas mãos humanas e muito menos nas mãos de quem não seja um privilegiado, mas sim um progresso espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história concebida pelo pensamento de direita não é realizada pelas ações dos homens e sim pelas exigências do Transcedente. Para eles é importante manter esse quietismo catastrófico que serve a ordem que já está estabelecida, ou seja, a ordem dos privilegiados, que para eles há um consolo, pois quando a elite for liquidada, já que possuem uma visão de morte e nascimento das civilizações, pelo menos esse fim será espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-5057859555369445647?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/5057859555369445647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/08/o-pensamento-do-direita-hoje-capitulo-4.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5057859555369445647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5057859555369445647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/08/o-pensamento-do-direita-hoje-capitulo-4.html' title='O Pensamento do Direita Hoje - Capítulo 4'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-4834266748867626525</id><published>2010-08-04T18:35:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T04:47:17.376-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A teoria da Elite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>O Pensamento de Direita Hoje - Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A Teoria da Elite&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse capítulo a autora irá argumentar acerca do pensamento da elite burguesa com relaçao ao comunismo. Para a elite, tanto proletarios quanto intelectuais vivem fora da realidade devido as imagens, os afetos ou ideias, tanto externas quanto internas. Ao se afastar do mundo, o homem se afasta dos seus semelhantes, tendo como único intuito seus próprios interesses. Para Monnerot, assim como para os pensadores de direita, o mundo está repleto de pessoas que enganam e daqueles que se deixam enganar, onde os movimentos são desprovidos de quaisquer finalidade. Dessa forma, a elite sentindo-se a única classe privilegiada se insere num sentimento de naúsea com a existência de "homens bárbaros".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, Beauvoir irá mostrar que para obter o Direito a burguesia eleva seus pensadores acima da humanidade, usando-se da ideologia religiosa para alcançar suas pretensões. Assim, o burguês passa a afirmar que Deus o escolheu e quanto aos preteridos restavam-lhes apenas a resignação. Dessa maneira, a burguesia se utiliza até os dias de hoje do pensamento cristão como forma de justificar a exploração do homem, uma vez que o homem é uma coisa que necessita ser explorada, como afirmava Paul Claudel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo tornou-se com o tempo uma doutrina ambígua, pois todo homem é uma criatura de Deus, mas sempre existem aqueles que exploram os outros. Assim, Deus  deixou de servir como justificativa para a dominação do homem sobre o homem. Então, Beauvoir nos apresenta o cume do pensamento burguês, onde seus interesses se tornam valores, a existência do privilegiado é sagrada, eles são superioridades, são a elite, e dessa forma se justifica a desigualdade. Segundo Nietzsche, utilizando-se de Maquiavel, só a existência dos privilegiados possui alguma finalidade; a massa não passa de inúmeros indíviduos com os mesmos rostos, todos iguais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para Spengler, somente a nobreza existiria na realidade, na história, toda a massa camponesa seria um momento da história do planeta; assim, a vida e a história representam a mesa coisa. Nesse contexto, a raça passa a se realizar na humanidade camponesa. Por outro lado, a burguesia não possui substância como a nobreza, uma vez que é surgida do conflito entre as cidades e o povo camponês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A política sacrifica os homens com uma finalidade, enquanto que a economia apenas os mata; há assim uma diferença entre morrer de fome e morrer por um fim, onde na primeira não há nenhuma glória, enquanto que na segunda se morre como herói. Durante a guerra, muitos burgueses associaram sua causa com a causa nazista, acreditam que lucrariam mais com essa ideologia, entretanto o nazismo perdeu a guerra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para a elite o valor não é algo que se adquire, mas sim algo que está vinculado a raça, que é inerente a ela. As massas nada mais são do que animais, segundo a burguesia, e dessa forma são guiados por leis como os rebanhos de animais. Quando reduz-se o homem a si mesmo temos a impressão de que ele é destituído de qualquer significação. A nobreza tornou-se uma característica, uma qualidade que é inerente a própria alma, é algo que se encontra na transcendência, para tanto, é participando do ser que o homem possui dignidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O homem quando se torna membro da massa já não existe como ele mesmo, ele é, segundo Jaspers, o terreno perfeito para propagandas tendenciosas. O homem é, então, incapaz de transcender à sua própria história, a sua própria existência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-4834266748867626525?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/4834266748867626525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/08/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-3.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4834266748867626525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4834266748867626525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/08/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-3.html' title='O Pensamento de Direita Hoje - Capítulo 3'/><author><name>DeboraSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03850473912555223918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_wRFAPNdOmqs/TPO0eEgrKVI/AAAAAAAAADE/36_nPeZPavU/S220/debbys.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-4691781168611784392</id><published>2010-07-19T15:52:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T16:47:48.517-07:00</updated><title type='text'>O Pensamento de Direita Hoje: Capítulo 2 ( Resumo)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O ANTICOMUNISTA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste capítulo, Simone de Beauvoir tem como intenção mostrar de que modo o anticomunista nega a realidade do proletariado. Basicamente, sua fórmula se opera por meio de diversos reducionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anticomunista reduz o homem a um subjetivismo que nega sua realidade material, assim como as necessidades advindas daí, não há uma necessidade de certas situações, o que os faz derivar a uma concepção de que o comunismo não passa de uma convergência de vontades movidas por sentimento éticos ou afetivos. Desta forma, tornam, através de um psicologismo, o proletário um ressentido. Com isso, retomam Nietzsche, que diz ser o fraco possuído pelo desejo de vingança, pelo ressentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheler, outro defensor da burguesia, aponta no socialismo um ressentimento contra Deus e contra a porção divina que há no homem, e retomando o que diz Rathenau, a noção justiça erguida pelos fracos não passa de inveja, onde querem baixar ao seu nível aqueles que lhes são superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros autores tomam uma via psicanalítica e diagnosticam no proletário um complexo de inferioridade; a luta de classes, então, não passa de um profundo instinto de auto-avaliação, que tem início em um frustração que logo dá espaço à neurose e que finda em uma revolução, a qual nada mais é do que uma reação compensatória para seu complexo de inferioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir, logicamente contra tais argumentos, toma como exemplo que recorrerá frequentemente o autor de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sociologie du communisme&lt;/span&gt;, Monnerot. Para esse autor, a luta de classes se reduz a um conjunto de reações psíquicas cuja origem é o ressentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beauvoir percebe a contradição de Monnerot quando ele diz que o ressentimento do proletário é "historicamente necessidade", já que só é necessário o que é real, e se o proletário pode tomar consciência dessa realidade e evocar uma revolução, acaba-se por aniquilar um fundamento válido para tal psicologismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anticomunista se obstina em dizer que a Causa - como chama o comunismo - apenas persegue o poder, que suas intenções são dissimuladas, querem o fim do capitalismo não para o bem comum, para para si próprio. Elevam tal argumento fundado no maquiavelismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o anticomunista reduz todaos os problemas dos homens em questões imaginárias. Então, querem curá-los com doses de ideias, porém, ele não dá um conteúdo concreto para tais ideias, não há aqui uma reflexão sobre a realidade; fazem como os norte-americanos, que tentam convencer de que aquele indivíduo não é um proletário, mas um cidadão americano. Beauvoir, contudo, contesta afirmando que é preciso transformar é a situação em que vivem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monnerot compreende o intuito de Marx não como uma preocupação ética, mas como um impulso irracional, enquanto Scheler vê no comunismo um humanitarismo que se ergue sobre um ódio contra a família, o meio e à pátria. Cada qual com sua interpretações, diversos anticomunistas vêem o marxismo sob um fundo religioso que insufla as massas, um domínio sobre as almas: é um messianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thierry Maulnier questiona porque toda revolução implica em um terror. Aponta as fontes destes no medo e na vontade de poder, dizendo que no fundo inconsciente coletivo se ergue o aparato da justiça revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que podemos ver e que bem expõe Simone de Beauvoir, é que há aqui uma redução do marxismo a um fenômeno psicossociológico sem nenhuma significação, onde buscam apontar o marxismo como uma religião sem divindades e dogmas, mas com sacerdotes maquiavélicos, o que serve de instrumento à Causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta de tudo isso, o burguês não consegue compreender como é possível haver intelectuais de esquerda, já que não são nem deserdados e nem manifestam qualquer vontade de poder. Para se salvaguardar a isso, o anticomunista adapta aqui o ressentimento, onde o intelectual de esquerda se sente isolado, não ocupam locais importantes, o que faz com que odeiem a burguesia e a si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anticomunista ainda diz que o intelectual odeia os burgueses, toma deste sentimento apenas o aspecto negativo. Não percebe, porém, que esse ódio é resultado de um sentimento positivo de amor ao povo. O anticomunista só encherga um complexo de inferioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Monnerot, os comunistas tentavam atrair para a Causa os cientistas que podiam fabricar a bomba atômica. Usavam, então, métodos psicológico e pretextos religiosos, morais e metafísicos. Queriam insuflar um imperativo moral nos cientistas. O anticomunista também diz que para isso os comunistas ofereciam aos cientistas promessas relativas aos seus pontos fracos, sendo tal ação o ponto forte do comunismo. Contudo, diz Simone de Beauvoir, como a exploração dos vícios e fraquezas poderia despertar no cientista um imperativo moral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem respostas, voltam aos argumentos sociológico-psicanalíticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Beauvoir mostra uma outra teoria, a de Arthur Koestler, em que, baseando-se em uma fisiologia barata, ele diz que o intelectual se vincula à esquerda por uma "fadiga das sinápses". Sua consciência foi tão violentada que os impulsos não mais passam corretamente pelas células cerebrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi o resumo do 2º capítulo do livro "O pensamento de direita, hoje", intitulado de O Anticomunista. Espero que tenha sido claro e eficaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-4691781168611784392?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/4691781168611784392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/07/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4691781168611784392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/4691781168611784392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/07/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-2.html' title='O Pensamento de Direita Hoje: Capítulo 2 ( Resumo)'/><author><name>Lucas Nog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14236963328293819058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-6748098383218398299</id><published>2010-07-02T13:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T16:00:02.525-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Situação Atual do Pensamento Burguês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>O Pensamento de Direita Hoje: Capítulo 1 ( Resumo)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SITUAÇÃO ATUAL DO PENSAMENTO BURGUÊS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de começar o resumo propriamente dito, é preciso salientar uma coisa que a própria Simone de Beauvouir esclarece em sua primeira nota, que para compreender o alcance das várias citações que ela faz e conseguentemente compreender melhor a idéia geral do resumo, é bom ter em mente que para o pensador de direita é o privilegiado que tem verdadeira existência; quando se fala do homem, da civilização é do burguês e da burguesia. Quanto aos não privilegiados, eles são ordinariamente chamado de &lt;i&gt;as massas&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto que é importante também salientar é a grande quantidade de personalidades que a autora cita. Alguns nos são bem conhecidos, nem que seja apenas por nome, como: Marx, Lênin, Salazar. Mas outros não os são, como: Klages, Denis de Rougemont, Drieu de la Rochelle, Spengler e por aí vai. Mas o foco do resumo é transmitir a idéia que Beauvoir quis passar com seu texto e não a grande quantidade de nomes que a autora cita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembrando, o texto é de 1955.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;######################################################&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;" A verdade é una; o erro múltiplo. Não é por acaso que a direita professa o pluralismo. As doutrinas que o exprimem são bastante numerosas para que sejam todas examinadas aqui seriamente. Mas os pensamendores burgueses - que proíbem a seus adversários de utilizar os métodos de Marx se não aceitam em bloco todo o sistema deste - não vacilam em mesclar com ecletismo as ideias tomadas de um Spengler, de um Burnham,&amp;nbsp; de Jaspers e de muitos outros. Este amálgama constiyui o fundo comum das ideologias modernas de direita. E é ele o objeto deste estudo"&lt;/i&gt; Simone de Beauvoir no prefácio de &lt;b&gt;O Pensamento de Direita, Hoje.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A SITUAÇÃO ATUAL DO PENSAMENTO BURGUÊS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo que é vivo morre, e tudo que começa é natural que se deduza que também haja um fim. Porém, muitos temem o final de uma situação, o burguês tem medo de um dia esse fim que várias civilizações conheceram ele mesmo possa vir a conhecer. É esse pânico de um dia findar-se que pode ser claramente visto em seu próprio pensamento. E para tentar retardar este fim agora pensa a vida em termos de destino e não mais de liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há tempos este fim é previsto e tem sido entoado e mais difundido com o fim da Primeira Guerra Mundial, em que o otimismo burguês foi abalado, o 'perigo operário' passou a ser mais notado. No início do século XX, o cenário burguês não era mesmo muito otimista: a livre concorrência e as contradições do capitalismo passaram a ser conhecidas por ele próprio. As crises, as guerras fizeram com que se notasse que não haveria uma nova idade do ouro; a burguesia passa a duvidar de suas próprias ilusões, a prever terríveis apocalipses, misturando sua sorte com a do mundo, com a humanidade inteira. O fim enfim era admitido como uma possibilidade, era a liquidação da burguesia como classe; mas eis que ainda havia uma esperança: o fascimo. Era necessário fazer tudo ou nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas esse necessário foi em vão, a burguesia amarga a derrota do fascimo; suas dúvidas estão expostas diante de si tirando seu sono. A burguesia não é &lt;i&gt;a &lt;/i&gt;civilização e quem não faz parte dela e não reconhece a hegemonia estadunidense, estão prestes a criar uma nova. Agora o burguês sabe responder qual bárbarie seguirá ao seu fim: o comunismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenha em mente que este texto é de 1955 e o comunismo era a quinta parte do mundo. Hoje, sabemos que o comunismo deixou de estar em ascenção para estar em extinção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contra o comunismo a burguesia dispunha ou da bomba ( que era radical demais) ou da cultura ( que é pouco demais). As ideologias de direita contemporâneas são elaboradas sob o signo da derrota, conservando o idealismo e ignorando as resistências do mundo real, negando a luta de classe. O pensmento idealista do burguês é confirmado por sua atitude idealista. O teórico burguês não mais se defende, mas defende-se contra o comunismo, embora sem esperança, pois a morte de seu sistema ele própria já anuncia. Suas justificações são contraditórias, é vítima de si mesmo, mas tenta conservar-se entre os privilegiados, porém não há mais como negar os que não são.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O burguês ocidental tem que admitir o óbvio: não é absoluto, há outros homens no mundo. Como enganar-se sobre a existência destes homens? A burguesia expõe seu pensamento de maneira universal, seus interesses são de todos que estão com ela dividindo o mundo, assim protegendo seus privilégios contra o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;resto&lt;/span&gt;. Na burguesia há os 'os ideólogos ativos' que são intelectuais visto pela própria direita com desconfiança, pois suas criações ideológicas são preservadas por eles com muito afinco e o proletariado desconfia destes por serem burgueses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A burguesia sente-se desamparada, os estadunidenses tem armas para se defender, na Europa é preciso mais, é preciso ter um pensamento que faça os outros defenderem os interesses dela, como se fosse deles próprios. Para o pensador burguês é melhor que a humanidade seja condenada do que se pôr em discussão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-6748098383218398299?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/6748098383218398299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/07/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-1.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6748098383218398299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6748098383218398299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/07/o-pensamento-de-direita-hoje-capitulo-1.html' title='O Pensamento de Direita Hoje: Capítulo 1 ( Resumo)'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-6144674770357549713</id><published>2010-06-25T12:34:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T12:42:21.362-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pensamento de Direita Hoje'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Privilèges'/><title type='text'>Novo livro em estudo: O Pensamento de Direita, Hoje.</title><content type='html'>Depois de um tempo parado por assuntos internos, não apenas o blogger do grupo voltou a ser atualizado, como o próprio grupo voltou a ativa. Com algumas mudanças e caras novas, voltamos. E com uma nova obra da Simone de Beauvoir para estudar: &lt;b&gt;O Pensamento de Direita, Hoje. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TCT97LPYN0I/AAAAAAAAAAM/-s80VrpKP7o/s1600/50015.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TCT97LPYN0I/AAAAAAAAAAM/-s80VrpKP7o/s200/50015.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TCT-AtSqVhI/AAAAAAAAAAU/DHsaOFf3phg/s1600/livro_31.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TCT-AtSqVhI/AAAAAAAAAAU/DHsaOFf3phg/s200/livro_31.gif" width="158" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima estão duas versões da capa; há uma terceira versão onde a capa é bem colorida, na verdade parece aqueles desenhos que fazemos quando somos crianças, mas não encontrei esta capa no google, apenas um membro do grupo tem essa versão. Acontece que o livro não é exatamente um livro mas um capítulo de um outro de 1955, de nome &lt;b&gt;Privilèges. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TCUA6AidfOI/AAAAAAAAAAk/TWoXSyTkUNs/s1600/livro_30.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TCUA6AidfOI/AAAAAAAAAAk/TWoXSyTkUNs/s320/livro_30.gif" width="252" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Em &lt;b&gt;Privilèges &lt;/b&gt;há três ensaios da autora: &lt;b&gt;Deve-se Queimar Sade?&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;O Pensamento de Direita Hoje&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Merleau-Ponty e o Pseudo-Sartrismo. &lt;/b&gt;Os dois primeiros ensaios, há versões em português, mas como já deu para notar sairam como livros independentes; dando uma procura em sebos e sites de sebos, não é tão difícil os encontrar e no geral não são tão caros. Agora o terceiro &lt;b&gt;Merleau-Ponty e o Pseudo-Sartrismo&lt;/b&gt;, não temos certeza que realmente haja uma versão em português, caso você saiba de algo, entre em contato com o blogger e compartilhe a informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao assunto inicial, o livro que está sendo estudado é &lt;b&gt;O Pensamento de Direita, Hoje. &lt;/b&gt;Acredito que não preciso lembrar que esse "hoje" é em 1955. Que embora muito do que ela fala, nós já saibamos o resultado, o estudo vale ainda por o pensamento de direita ainda trazer em seu seio, formas não muito diferentes das que Beauvoir cita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;Sim, continuaremos a publicar os resumos, mas uma das mudanças do grupo foram que as reuniões passaram a ser quinzenais por conta da disponibilidade dos integrantes, mas tentaremos semanalmente publicar algo; seja  resumo, seja outra coisa que tenha haver com a temática do blogger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem será publicado o resumo do primeiro capítulo: &lt;b&gt;Situação Atual do Pensamento Burguês.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Atenciosamente,&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Grupo de estudo: Liberdade e Ambigüidade - Compreendendo Beauvoir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Fonte das fotos: Pesquisa realizada pelo site de busca google&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-6144674770357549713?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/6144674770357549713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/06/novo-livro-em-estudo-o-pensamento-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6144674770357549713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6144674770357549713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/06/novo-livro-em-estudo-o-pensamento-de.html' title='Novo livro em estudo: O Pensamento de Direita, Hoje.'/><author><name>Grupo de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06622483980355429658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_M1oYy2NOY3c/SmFE6YwAdwI/AAAAAAAAABA/wcf6-jrX4Eg/s1600-R/simone_de_beauvoir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TCT97LPYN0I/AAAAAAAAAAM/-s80VrpKP7o/s72-c/50015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-8059861689300836300</id><published>2010-06-11T13:30:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T13:32:25.145-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olho por Olho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura e Metafísica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Todos os resumos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Idealismo Moral e o Realista político'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>O existencialismo e a sabedoria das nações ( índice de todos os resumos)</title><content type='html'>Para facilitar para quem acessa o blogger para ler os resumos que foram aqui publicados e os que futuramente serão, ao final de cada obra resumida, será colocado um post com todos os resumos organizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;O Existencialismo e a Sabedoria das Nações ( L'existencialisme et la Sagesse des Nations)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Autor(a):&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Simone de Beauvoir&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tradutores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Manuel de Lima&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Bruno de Ponte&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Coleção Ensaio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Minorauro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Resumo feito por&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Membros de grupo de estudo "Liberdade e Ambiguidade: Compreendendo Beauvoir" da Universidade Estadual do Ceará ( UECE)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;O presente livro é uma compilações de 4 artigos da autora, inicialmente publicados na década de 40, na revista Les Temps Modernes e que em 48 foi publicado em forma de um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/informacoes-resumo-o-existencialismo-e.html"&gt;Informações sobre o resumo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Prefácio e o artigo "O existencialismo e a sabedoria das nações"&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/primeiro-resumo-do-primeiro-dia-de.html"&gt;Prefácio e Parte I do artigo "O existencialismo e a sabedoria das nações"&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html"&gt;Parte II&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_25.html"&gt;Parte III&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Artigo: "O Idealismo Moral e o Realista Político"&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_26.html"&gt;Parte I&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/08/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html"&gt;Parte II&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/08/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_07.html"&gt;Parte III&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Artigo: "Literatura e Metafísica"&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/08/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_25.html"&gt;Parte I&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/01/resumo-literatura-e-metafisica.html"&gt;Parte II&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Artigo: "Olho por Olho&lt;/b&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/02/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html"&gt;Parte I&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/03/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html"&gt;Parte II&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/06/o-existencialismo-e-sabedoria-das-nacos.html"&gt;Parte III&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-8059861689300836300?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/8059861689300836300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/06/o-existencialismo-e-sabedoria-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8059861689300836300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8059861689300836300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/06/o-existencialismo-e-sabedoria-das.html' title='O existencialismo e a sabedoria das nações ( índice de todos os resumos)'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-5859002381815133551</id><published>2010-06-11T13:08:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T13:08:20.809-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olho por Olho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>O existencialismo e a sabedoria das naçõs- Parte XI (Final)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Resumo do artigo IV: Olho Por Olho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Páginas: 117-127&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;Afirmando que todo castigo é um fracasso uma vez que da vingança pode surgir uma tirania e a sanção&amp;nbsp;não passa de uma forma vazia de significado e que o princípio do castigo é mau, não &amp;nbsp;seria então melhor perdoar? O homem seria livre no mal? Acontece que o homem não é inteiramente bom ou mau, não é essa plenitude. Sócrates dizia que ninguém é mau voluntariamente, quem é mau também quer o bem, nem que seja o seu próprio. E numa profunda análise, quem poderia afirmar que é melhor que o outro? Conhecendo de perto por meio da educação, desejos, do comprometimento da pessoa no mundo, qualquer ação da mesma seria explicada; até mesmo a de Hitler.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;Os atos nefandos &amp;nbsp;já não seriam mais odiosos. Aos olhos de um criminoso seus atos não não tão terríveis, na verdade são até plausíveis. Mas se esses próprios atos fosse visto sob uma outra perspectiva? A tortura não mais vista pelos olhos do carrasco, mas de quem a sofreu. Simone de Beauvoir cita como exemplo a reação de certos carrascos de Belsen no processo de Luneburgo, onde chegaram a compreender a dimensão de suas ações ao olharem sobre outra perspectiva, sobre a perspectiva das vítimas, sobre a da sociedade que rejeitavam tais atos. O ódio e a vingança visam a&amp;nbsp;intenção do ato, contudo, um erro não exprime o que o homem é, ele deve ser condenado por uma única ação que não é mais expressão de uma liberdade?&amp;nbsp;O culpado pode ter mudado e se realmente mudou, para quê serve a punição?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;O cristão encontra uma desculpa para seus pecados na queda original. Nenhum ato humano é escandaloso, a terra já o é aos olhos de Deus e somente Ele pode julgar, deve-se perdoar para que Ele nos perdoe.&amp;nbsp;Simone não nega que há uma certa verdade no ponto de vista anterior; o ato realizado tem que ser julgado juntamente com o homem que o realizou, um não possui sentido nem realidade sem o outro. Mas esse mau ato pode ser atenuado com outros atos estranhos e ele, e o culpado aos olhos dos outros homens por um novo; optam por seu futuro, oferecendo uma nova oportunidade. Porém, tal coisa não é possível quando um homem degrada o outro deliberadamente em coisa, pertence ao homem o direito de punir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;O homem é um ser livre; ele é livre para escolher os atos que realiza; ele é responsável tanto no mau quanto no bem. O mal é a recusa em se comprometer em nome do bem. E Compreender um ato não é desculpar. Compreende-se a situação de onde uma liberdade se decide, e se foi uma decisão, foi uma &amp;nbsp;escolha. Podia ter escolhido não ter traido seu pais, não ter matado, no entanto, traiu e matou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;Uma questão é colocada: A quem tem o direito de punir? Quanto mais a justiça renunciar seu caracter expressivo, mais seu significado é perdido, mais seu domínio do mundo concreto se perde. Os tribunais querem expressar o direito impessoal regidos por uma lei universal, que na opinião da autora é a herança kantiana mais deplorável. O problema é que o acusado existe na sua singularidade, a morte é um acontecimento real, o castigo é justificado por um momento de conflito real e a punição precisa ser ligada a culpa por liames concretos. Entretanto, não se pode aceitar uma justiça pronta com seu princípio na passionalidade de indivíduos, pois essa liberdade do vingador pode transformar-se em tirania.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;No crime o homem é homem e coisa, expressa a ambiguidade da condição humana. Realmente o castigo tem uma parte de fracasso, assim como os empreendimentos do homem. A vingança não traz uma justiça serena, mas o homem que é livre para escolher, é responsável, os&amp;nbsp;autênticos&amp;nbsp;criminosos devem ser punidos. O castigo reconhece o homem livre no mal e no bem, distingue o mal do bem de caordo com o uso de uma liberdade faz de si, o castigo quer o bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-5859002381815133551?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/5859002381815133551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/06/o-existencialismo-e-sabedoria-das-nacos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5859002381815133551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5859002381815133551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/06/o-existencialismo-e-sabedoria-das-nacos.html' title='O existencialismo e a sabedoria das naçõs- Parte XI (Final)'/><author><name>Elizabeth A.R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061269613450359840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_pJ0Cg1UkLCo/TVKtVELD4gI/AAAAAAAAAFw/7QnwJC8rcws/s220/15.01.2010.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-9122070246330784367</id><published>2010-03-22T16:01:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T16:09:15.898-07:00</updated><title type='text'>Resumo: O Existencialismo e a Sabedoria das Nações – Parte X</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Artigo IV: Olho por olho – Parte 2&lt;br /&gt;Páginas: 109 até 117.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de digno em uma vingança? O que está por trás de um castigo? Nos parágrafos que se seguem nas referidas páginas do artigo Olho por olho, Beauvoir busca explicitar a validade da vingança e o significado do castigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vingança não é legalmente aceita, quando efetivada pela vítima por sua própria conta, mas é essa a vingança mais viva, mais satisfatória. É mais autêntica a vingança quando executada no calor da situação, no latejar da ferida aberta. As vítimas torturadas nos campos de concentração não sofreram nenhuma espécie de reprovação ou represália por atentarem contra os carcereiros S.S., mas logo após a libertação dos prisioneiros as vinganças individuais foram proibidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“É tanto mais pura quanto mais for baseada num ódio mais concreto (...). Mas torna-se suspeita desde que o vingador pretenda arvorar-se em juiz.”&lt;/em&gt; (BEAUVOIR, Simone. pág 109). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mesmo ódio que justifica e valida a vingança, pode também ser usado como desculpa para gerar mais violência e legitimar um ilusório poder. É devido a essa possibilidade de se camuflar um ato despótico que a vingança privada não é legal. Não sendo permitida uma vingança imediata e passional, a vítima é obrigada a recorrer a uma instituição especializada, onde a vingança passa a ser sanção. No âmbito da legalidade, a perspectiva muda. Em nome dos direitos universais leva-se em consideração, além da visão restrita e passional da vítima, a análise mais apurada da totalidade do ser que se tornou carrasco em determinada circunstância. A análise da totalidade demanda tempo, o que de certa forma “esfria” a necessidade de vingança. Poder-se-ia concluir, assim, que a legalidade proporciona certa inautenticidade na vingança, devido à ausência de imediaticidade de seus processos. Mas é graças a esse tempo que muitas vezes o castigo exerce sua função mais efetivamente. O castigo nada mais é que o meio utilizado para proporcionar a conscientização do culpado, a apreensão da crueldade de seu ato. O culpado se conscientiza e isso o torna outro ser; ele não é mais aquele algoz de outrora. Isso significa que o indivíduo que sofrerá a punição não é merecedor da mesma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto o indivíduo visa uma vingança mais próxima da lei de Talião “Olho por olho, dente por dente”, as sanções tendem a aplicar punições que visam uma eliminação do culpado do meio social O que fazer então, priorizar uma vingança autêntica sem a possibilidade de uma conscientização, ou esperar por uma possível justiça que se aplicará a um ser diferente daquele a qual a vingança se dirigia? Beauvoir propõe uma reflexão aprofundada acerca do mal que gera a violência e do ódio fruto da maldade, que conduzirá à uma análise existencial do homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-9122070246330784367?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/9122070246330784367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/03/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/9122070246330784367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/9122070246330784367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/03/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html' title='Resumo: O Existencialismo e a Sabedoria das Nações – Parte X'/><author><name>Simone Bernardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-6047712927892637811</id><published>2010-02-05T13:11:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T13:12:06.856-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olho por Olho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>Resumo: O Existencialismo e a Sabedoria das Nações - Parte IX</title><content type='html'>&lt;b&gt;Artigo IV: Olho por Olho - Parte 1&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Páginas: 97 até 108.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui contém a primeira parte do resumo do último artigo do livro &lt;b&gt;O Existencialismo e a Sabedoria das Nações&lt;/b&gt;, intitulado: &lt;b&gt;Olho por Olho&lt;/b&gt;; que como o próprio nome nos remete, irá tratar sobre a vingança e castigo contra àqueles que nos fazem mal, e conseqüentemente as questões levandadas sobre tais ações. Vale ressaltar que devido ao momento histórico em que foi escrito, a autora usa como exemplos acontecimentos e criminosos da 2ª Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir inicia-se com uma frase do Grachus Bubeuf " &lt;i&gt;Os nossos carrascos criaram-nos maus costumes&lt;/i&gt;", para expor que o sentimento de vingança mais ardoroso e latente só foi experimentado diante da opressão nazista. Anteriormente, em face de um crime, o responsável por tal ato era dito como um reflexo de um regime social desigual, pois solidarizar-se com os tribunais seria defender tal regime desigual; um assassinato podia causar horror mas não ressentimento. Havia raiva e desprezo por àqueles culpados, contudo, não havia o verdadeiro sentimento de vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1940, esse estado de complacência muda, a humilhação e morte dos inimigos torna-se um desejo comum. Quando o tribunal condena um criminoso de guerra ( delator, colaboracionista), ao contrário do que antes acontecia, as pessoas clamam para si próprias o veredito, as sanções, uma vez que é em nome delas que as mesmas são proclamadas. O exemplo disso é que quando Mussolini, os carrascos de Khakov e Darnand foram condenados, as pessoas felicitavam umas as outras, pois os crimes destes as atingiram, e por meio da punição dos culpados os valores, as razões de viver são afirmadas. A atitude em relação aos criminosos comuns não mudou, como também não mudou o regime desigual e nem as velhas desculpas. Simone de Beauvoir diz:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"&lt;i&gt;(...) Mas na medida em que é recusa das tiranias, em que se esforça por restabelecer a dignidade do homem, essa sociedade é nossa; experimentamos a nossa solidariedade com ela, somos cúmplices das suas decisões&lt;/i&gt;." ( BEAUVOIR, Simone. de. pág. 99)&lt;/blockquote&gt;Durante a ocupação nazista, o papel de ser juiz e carrasco - que é realizado ao mesmo tempo- era reivindicado com entusiasmo, assim como a facilidade em sentir o ódio ao saber dos crimes cometidos pelos nazistas e seus simpatizantes. Dizia-se " &lt;i&gt;Hão de pagar!&lt;/i&gt;" e tal frase continha nela uma promessa de uma alegria em toda essa cólera. Subseqüentemente, não foi isso que ocorreu. A decepção da vingança contra os opressores da 2ª Guerra Mundial foi devido às circunstâncias em grande parte. Os grande criminosos afundaram tão brutalmente que o aspecto de expiação não foi tomado, o comportamento do povo alemão foi desconcertante. A tão desejada reciprocidade dos atos vis  tornou-se insatisfatória; o que está em causa é a própria ideia do castigo. A sanção é dotada agora dos sentimentos experimentados concretamente ( vingança, justiça, perdão, caridade), revestidos de um novo sentido inquietante. Simone questiona acerca do homem com sua vingança, pois será o homem fundamentado? Será possível satisfazê-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento da punição, os dois lados estão numa relação de luta e nela, o inimigo é visto como um objeto, uma coisa a ser superado, sendo sua exterminação " &lt;i&gt;um meio necessário ao êxito final&lt;/i&gt; " ( BEAUVOIR, Simone. de. pág 101). Na Guerra, as mortes servem para intimidar o inimigo; nas execuções de caráter exemplar o castigo tem como objetivo a pessoa que o suporta, e não necessariamente a evitar que o mal realizado ( pela pessoa a quem o castigo visa) seja repetido. Por exemplo, seria absurdo acreditar que a execução de Mussolini vá evitar o surgimento de novos ditadores. A vingança corresponde a um sentimento transcendental, a uma das exigências metafísicas do homem, e essa significação tão profunda é descoberta ao examinar a sociedade nas formas em que ela está envolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte a libertação da França dos nazistas, ocorreram vários casos de vinganças pessoais e coletivas, execuções de certos milicianos e massacre aos carcereiros da S.S. pelos libertos. Em todos esses casos o castigo visava à morte, o sofrimento daqueles opressores, que fez surgir o ódio por meio de seus atos nefandos. E isso parecia ser suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o ódio não é uma mera paixão, denuncia, reclama que uma realidade seja banida do mundo; pois se odeia os homens como autores conscientes de um verdadeiro mal. Se um soldado em um combate mata o outro, este ato não é motivo para ódio, já que na batalha há uma relação de reciprocidade. O escândalo aparece quando o homem trata seu semelhante como objeto lhe negando a sua existência de homem. O ódio se limita a liberdade quando se empenha na degradação do homem em coisa, e a vingança é usada como um meio para destruir a liberdade do culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Hão de pagar!&lt;/i&gt;" é uma expressão apropriada, nela está contido um sentimento de reciprocidade, assim como na conhecida Lei de Talião " &lt;i&gt;Olho por olho, dente por dente&lt;/i&gt;" que corresponde a uma profunda exigencia humana de reciprocidade e compreensão - este no sentido Heideggeriano, uma vez que o torturador deve sentir na pele o que antes fez o torturado sentir, experimentando a ambiguidade de sua condição de ser humano. &amp;nbsp;Todo homem é objeto para outrem, sujeito para si e reivindica ser reconhecido como tal. e essa "&lt;i&gt;(...) afirmação de reciprocidade das relações inter-humanas é a base metafísica da ideia de justiça&lt;/i&gt;" ( BEAUVOIR, Simone. de. pág 105.). A vingança tenta restabelecer a liberdade que outrora fora soberana, embora pareça contraditória, uma vez que quer limitar uma liberdade, é com este preço que ela é autêntica. Mas a vingança não é plenamente realizada quando o carrasco compreende por si próprio ou por pressão exterior a ele, a gravidade de seus atos e resolve aplicar a si mesmo a lei de Talião, tal feito continuaria a injuriar da vítima. Beauvoir atenta que a violência por ela mesma não basta, pois esta é destinada a fazer com que o culpado reconheça sua condição e esse reconhecimento vem por meio de uma necessidade exterior, o castigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso o sofrimento imposto for exagerado, a mente criminosa ficará entorpecida pela dor; se for poupado, teria sua autonomia mental, sofrendo com revolta, ironia, poderia até mesmo encontrar uma espécie de felicidade no cativeiro; nesse caso o castigo perderia seu efeito. Por causa dessa contraditoriedade, ao longo da História, homens verdadeiramnete vingativos recorriam a criatividade para punir seus inimigos, exemplo disso é a técnica de tortura chamada de quaresma, que são 40 dias de lentos sofrimentos com alternância de castigos mais pesados para castigos mais leves, com a gradual suspensão da alimentação, até reduzir a consciência do culpado. Pode ocorrer da pessoa sofredora da tortura da quaresma morrer no final ou antes doa 40 dias. E quando isso acontece é desolador, pois é furtado o castigo do torturado para fora do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Hitler foi uma frustração, pois ele não contemplou sua própria ruína, não compreendeu. Em contrapartida, o momento em que Mussolini grita diante do pelotão de fuzilamento: "&lt;i&gt;Não!"&lt;/i&gt;, é mais gratificante em que o momento em que ele cai sem vida. &amp;nbsp;A vingança perfeita reside apenas nos folhetins, não há como perpetuar o momento de compreensão do inimigo e muito menos dispor dele para sempre, então é forçoso matá-lo, pois na vingança deve ter a dispersão temporal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-6047712927892637811?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/6047712927892637811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/02/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6047712927892637811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6047712927892637811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/02/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html' title='Resumo: O Existencialismo e a Sabedoria das Nações - Parte IX'/><author><name>Agent Lizzie</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4DcRujRKI8w/TCE0SzMf9xI/AAAAAAAAFvk/ItlkxAZBl-I/S220/OgAAAIXazQzafFFVukidx3NdcSjPoOL-zTbeDt40w266dYf80VzF0U4BFmIRTQQhQO5y6tuWl71JQ6apEASmOxgDPLgAm1T1UFsVgOoXEVYPM2j8mTBx2QEadvhb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-2841174026549204544</id><published>2010-01-12T13:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T10:46:10.185-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura e Metafísica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>Resumo O Existencialismo e a Sabedoria das Nações  - Parte VIII</title><content type='html'>&lt;b&gt;Artigo III: Literatura e Metafísica.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir começa o artigo ressaltando as diferenças encontradas na experiência de ler um tratado filosófico e um romance. Enquanto o filósofo comunica a sua experiência, ao romancista cabe a tarefa de imaginar uma situação onde esta possa ser posta em prática, ou seja, a ideia filosófica será apreendida no mundo real. O romance fará o leitor reagir e se comover com os acontecimentos antes de ser ater a juízos filosóficos. Para Beauvoir, o bom romance é aquele que não se reduz a fórmulas. O autor de um romance não deve "fazer pressão" no leitor nem forçá-lo a aderir as suas teses. Ele deve convidá-lo a um diálogo livre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"&lt;i&gt;(...) o romance só se reveste do seu valor e da sua dignidade quando constitui para o autor como para o leitor uma descoberta nova&lt;/i&gt;" (BEAUVOIR, Simone de. pág 83-84)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O romance não deve ser manufaturado, nem seus personagens previsíveis. A liberdade do personagem, na verdade, é a liberdade do autor. Ao autor é necessário acreditar no que se está escrevendo a fim de que surjam novas "verdades" à medida em que a história se desenvolve. É necessário correr o risco. O romance psicológico baseado na psicologia teórica falharia porque estaria preso a um sistema e não teria liberdade, sendo trabalhado apenas no plano abstrato. Porém, o romance psicológico, baseado na singularidade da experiência humana nos ensinaria muito mais. Analogamente, Beauvoir explica a relação "Metafísica X Romance". Primeiro, você não "faz" metafísica, e sim você "é" metafísico, se põe no mundo. Todo acontecimento humano tem uma significação metafísica. A literatura serve à metafísica e a metafísica serve à literatura. A alguns autores, sua filosofia é melhor compreendida sob a forma de romance e vice-versa. É o esforço para conciliar o objetivo com o subjetivo - esforço esse usado para exprimir o pensamento existencialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor do romance não deve explorar as verdades pré-estabelecidas, mas sim usá-las na experiência, singularmente. Deve-se deixar de lado o caminho estreito que é seguir traços psicológicos ou sistemas filosóficos pré-determinados e deixar que o romance flua. Ao leitor também cabe a tarefa de se deixar levar pelo romance, não se preocupando em decifrar códigos, nem procurar traduzi-lo, esquecendo de somente se deixarem levar pela história. O romance metafísico tem como intuito provocar descobertas e apreender o homem e os acontecimentos humanos nas suas relações com o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-2841174026549204544?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/2841174026549204544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/01/resumo-literatura-e-metafisica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/2841174026549204544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/2841174026549204544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2010/01/resumo-literatura-e-metafisica.html' title='Resumo O Existencialismo e a Sabedoria das Nações  - Parte VIII'/><author><name>andressa g.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WOpRyOoDa-I/SmMtrmfbIPI/AAAAAAAAAZI/6D6BkOK2z-o/S220/Pequeno_Principe_02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-2947863331574522378</id><published>2009-09-16T14:54:00.001-07:00</published><updated>2009-09-16T14:58:54.869-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nota de Esclarecimento'/><title type='text'>Nota de Esclarecimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O blog do Grupo está em um período inerte não por acaso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grupo de Estudos Liberdade e Ambiguidade: Compreendendo Beauvoir, que vinha postando seus resumos e apontamentos sobre as reuniões de cada semana está passando por um período de reformulações e amadurecimento interno. Toda essa paralização, que é momentânea, no blog, é fruto de mais um trabalho que estamos fazendo internamente para melhorar o Grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que podermos voltar com as reuniões regulares voltaremos a postar os resumos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-2947863331574522378?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/2947863331574522378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/09/nota-de-esclarecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/2947863331574522378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/2947863331574522378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/09/nota-de-esclarecimento.html' title='Nota de Esclarecimento'/><author><name>Grupo de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06622483980355429658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_M1oYy2NOY3c/SmFE6YwAdwI/AAAAAAAAABA/wcf6-jrX4Eg/s1600-R/simone_de_beauvoir.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-8470378907454400886</id><published>2009-08-25T17:45:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T18:03:59.971-07:00</updated><title type='text'>Resumo " O Existencialismo e a Sabedoria das Nações" - Parte VII</title><content type='html'>Artigo III: Literatura e Metafísica&lt;br /&gt;da página 79 à 87.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Simone começa falando sobre a dificuldade, na qual ela mesma tinha na juventude, de conciliar literatura e filosofia, pois ela as olhava separadamente. A primeira como um expressar da realidade em âmbito imaginário, a outra como também uma expressão da realidade, só que de maneira concisa e sistemática. Mas Beauvoir acredita que só há uma realidade e que, portanto, literatura e filosofia, como manifestações da realidade, unem-se e mostram o mundo de maneira completa.&lt;br /&gt;De início, a autora preza por mostrar o valor do romance. Este traz consigo o peso das experiências vividas ao empreendimento intelectual. Com isso, inquieta o leitor, o fazendo formar idéias, posicionamentos, situação a qual, diz Simone, nenhuma doutrina sistemática pode substituir.&lt;br /&gt;O verdadeiro romance tem que ter essência livre. Não pode prender-se a formulas ou sistemas. Muito menos seus personagens. A sutileza do seu sentido deve ser mantida para que sua influência profunda não se macule. Portanto, o autor de um romance deve manter-se escondido ao leitor, pois este não gosta de sentir-se propositalmente influenciado. Ele quer concluir independentemente. Para isso, o autor deve ter cautela ao construir o romance, pois este deve encontrar-se estreitamente ligado à experiência realmente vivida, deve ter o teor ambíguo e a opacidade da vida real. Então, a investigação é feita não só pelo leitor, mas pelo autor também. Os dois participam deste processo e o texto dilui-se ao leitor de maneira natural e gradativa. O processo é vivo e instigante a ambos. Assim, o personagem romanesco tem autonomia na trama. Seus atos não são pré-estabelecidos pelo autor. Esta liberdade apresenta-se na relação do romancista aos seus próprios projetos. Deste modo, a obra desenrola-se ao longo do percurso e os sentidos irão remeter-se às primeiras idéias, trazendo novos conflitos ou soluções. Pelas palavras de Simone: “o romance aparecerá como uma autêntica aventura espiritual”.&lt;br /&gt;Depois de demonstrar o valor e de como se desenvolve a obra romanesca, introduz a idéia de que o romance metafísico deve ter em si estas características, pois Simone não defende uma filosofia previamente e sistematicamente constituída e independente, mas compreende-a como compreende o romance: como um desenvolvimento livre e instigador. Cita como exemplo o romance psicológico. Não é preciso falar em Freud ou Ribot para se fazer um romance psicológico, pois a psicologia está no cotidiano das relações vividas no real. Da mesma maneira a filosofia. Ela falará que para se fazer metafísica é preciso ser metafísico. Esta se põe na totalidade do mundo.&lt;br /&gt;Sendo assim, literatura e filosofia ambas estão ligadas, já que ambas são parte deste todo que é o real.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-8470378907454400886?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/8470378907454400886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/08/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_25.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8470378907454400886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8470378907454400886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/08/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_25.html' title='Resumo &quot; O Existencialismo e a Sabedoria das Nações&quot; - Parte VII'/><author><name>Lia.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-a_eNFMSq024/TfUXJD3DvBI/AAAAAAAAA8I/hzFpoCepOs0/s220/DSC08990.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-1126447686280210647</id><published>2009-08-07T10:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T12:49:21.868-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Idealismo Moral e o Realista político'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>Resumo "O Existencialismo e a Sabedoria das Nações" - Parte VI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Artigo II: O Idealismo Moral e o Realista político&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Parte final&lt;br /&gt;Páginas 66 até 77.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parte final deste artigo, Simone de Beauvoir prossegue com raciocínio, uma vez que já demonstrou anteriormente, o motivo do realista não chegar a lugar nenhum quando se utiliza do pretexto "de se ultrapassar num passo firme" - palavras utilizadas por ela-, já tendo em vista seu carater oportunista. Contudo esse realista tem noção das consequências de seu comportamento, mas espera escapar, unindo a contradição dos meios e fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa ação política o indivíduo passa a sua ação de si para a coletividade. O que talvez possa parecer uma perda de individualidade, não é, uma vez que a liberdade de um, passa pela liberdade do outro, mas sem oprimir ninguém, pois então, teríamos uma opressão. A coletividade é formada por os indivíduos que participam desta, onde todos são igualmente reais; o presente é o instante, uma sucessão desses instantes é o futuro, que não é fixo, ao contrário, é transitório; já que depende desses instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realista enxerga a totalidade como una e reduzida, considerando o futuro algo imutável, um fim fixo aonde se chegar. Nesse aspecto, prossegue Beauvoir, torna-se aceitável sacrificar algumas vidas em nome de uma humanidade, o presente em nome de um futuro; um milhão tendo em vista o infinito. Esse é pensamento do realista que adota um pensamento material e quantitativo, numerando vidas numa pura miragem matemática. Acontece que o valor não é dado pela quantidade, depende de uma decisão humana e matando um milhão, haveria um milhão de mortes de indivíduos únicos e igualmente reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro depende do presente de cada um, que é definido pelos projetos do indivíduo, ou seja, presente e futuro estão juntos e unidos nesse projeto, que por sua vez tem a capacidade de definir o presente, já que as ações são moldadas para a realização do mesmo, fazendo que nessa ação contenha o impulso para a realização. Nessa escolha a realidade passa a ter um valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposto tal pensamento, o político não pode se privar de fazer suas escolhas ( onde não há respostas prontas), e ao estar livre de qualquer tabu ou valores estabelecidos, vai assumir-se como liberdade e será mais autêntico. A moral tem se afirmar na sua verdade e percebendo sua essencialidade, tudo seria submetido à ela; que está longe de ser um conjunto de valores, mas é um movimento que o homem verdadeiramente moral faz por sua conta. Torna-se evidente, que o homem deve se livrar de antigos valores e ao tomar consciencia de si, tomará suas decisões por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso tenha-se em mente que na existência humana tudo é contigente, o homem moral deve passar essa contigência ao necessário. Aplicar um sentido nas escolhas, em cada ação deve haver nela mesma sua justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma critica a moral clássica, pois as pessoas apenas acreditam na mesma, não procuram ir ao âmago dela, ou questioná-la. Poucos ousam se libertar dessa moral, pois ao assumir-se como seres livres, aparece a responsbilidade de seus atos e ações. Porém, Simone de Beauvoir acreditava que estaria no tempo do homem assumir sua condição de livre, fazendo a moral ter a sua verdadeira aparência, quando o homem justifica suas ações. O homem nessa situação é mais realista, do que os proclamam ser, a verdadeira realidade é aquela afirmada em suas próprias razões; moral e política neste ponto se fundem. Ao reconciliar moral e política o homem se reconcilia consigo mesmo, contudo é mais uma vez resaltado que ele largará sua antiga segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O idealismo não procura se envolver com os defeitos do indivíduo, porém não existe uma realidade ideal ou pura. O moralista só gostaria de atuar por meios que em si também fossem morais, algo impossível, pois não se pode salvar tudo. Beauvoir salienta que o fim e o meio formam uma única totalidade que não pode ser desfeita, e a cada instante é preciso que seja refeita. Não importa qual decisão política seja tomada, por quem que seja, ela sempre encontrará quem não concorde e quem poderia sair "ferido" em tal decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termina-se o artigo, afirmando que não se pode fugir da liberdade, pois nessa fuga, acabará por si perder. E ao assumir-se livre, estará efetivamente no mundo, uma vez que este passa a ter um sentido. E por conseguinte será a única política válida: esse movimento do indivíduo para o próximo, não o oprimindo e tendo consciencia de suas escolhas, justificativas e responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-1126447686280210647?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/1126447686280210647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/08/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_07.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/1126447686280210647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/1126447686280210647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/08/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_07.html' title='Resumo &quot;O Existencialismo e a Sabedoria das Nações&quot; - Parte VI'/><author><name>Agent Lizzie</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4DcRujRKI8w/TCE0SzMf9xI/AAAAAAAAFvk/ItlkxAZBl-I/S220/OgAAAIXazQzafFFVukidx3NdcSjPoOL-zTbeDt40w266dYf80VzF0U4BFmIRTQQhQO5y6tuWl71JQ6apEASmOxgDPLgAm1T1UFsVgOoXEVYPM2j8mTBx2QEadvhb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-9098619003737304553</id><published>2009-08-05T17:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T12:29:09.009-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Idealismo Moral e o Realista político'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>Resumo "O Existencialismo e a Sabedoria das Nações" - Parte V</title><content type='html'>Artigo II – Idealismo moral e realismo político (pág. 56 a 66)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Como percebemos no que foi dito no primeiro resumo, Simone de Beauvoir tem a intenção de expor a visão tanto do moralista quanto do político. A autora demonstra o raciocínio de ambos e em que tentam se fundamentar, ou antes, fundamentar a sua doutrina. Ainda neste texto, como discutimos em grupo, nota-se que Beauvoir ainda não tinha desenvolvido a sua &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;moral da ambigüidade&lt;/span&gt;, ou seja, ainda não notara a condição ambígua do homem, fato que só acontecerá no livro &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Por uma moral da ambigüidade&lt;/span&gt;. Desta forma, ainda pode ser usado, na sua reflexão, o termo &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;síntese&lt;/span&gt;, no entanto, com ressalvas. Dizemos isso tendo em vista ela construir uma perspectiva de moral que tente conciliar alguns aspectos do moralista e outro do político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outros pontos que serão comentados no decorrer dos resumos e na compilação e revisão final, tem-se aqui a crítica feita ao argumento do político conservador, reacionário: aquele que se põe contra a revolução. Vale ressaltar que quando Beauvoir chama certo homem de político não é uma referência àquele homem que tem a política por profissão, mas, sim, ao que pretende “elaborar o mundo futuro”. Além disso, ela, por vezes, chama o político de realista. Um dos seus pontos positivos é revertido negativamente, pois ao estar voltado em demasia para o mundo, para as coisas, ele não se volta para si. Coloca seus objetivos como exteriores a ele, sendo-os impostos de fora. Segundo a autora, “nenhuma tradição histórica, nenhuma estrutura geográfica, nenhum facto econômico, podem impor uma linha de acção; constituem somente situações a partir das quais os projetos mais diferentes são possíveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o realista ao menos reconhece que o fim é posterior à ação, o utopista, ao contrário, ilude-se com fins inacessíveis, o que o torna um sujeito já, por definição, fracassado. O homem é aquilo que faz de si, ele se constitui por meio de suas ações, ele não está invariavelmente preso a uma natureza humana que delimita o seu modo de agir. Deste modo, fazer uma declaração sem procurar efetivá-la não basta para que ela seja verdadeira, assim como não é admissível o reconhecimento de algo sem luta, sem esforço, sem engajamento. Aqui vemos claramente uma crítica aos colaboracionistas que aceitavam a vitória alemã na Segunda Guerra Mundial, ao consentimento e reconhecimento da supremacia alemã. Neste aspecto, a autora francesa diz que a palavra &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;reconhecimento&lt;/span&gt; tem um sentido ambíguo, pois o reconhecimento de um “governo é fazê-lo existir como tal”, “é submissão, adesão, recusa”. Com isso, o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;primeiro erro do realista político&lt;/span&gt; é pensar que a realidade está estabelecida, é, assim, compreender mal a existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Beauvoir, quando se passa ter consciência da política no sentido de elaboração de um mundo futuro, passa-se a tentar atingir fins válidos que sejam justificáveis; pois se não os forem, serão tais como diversas guerras e revoluções que, no fim das contas, foram vãs, ou pior, foram prejudiciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema do político é que, ao fixar um fim como absoluto, ele pode tender a justificar quaisquer meios como válidos para que se atinja tal fim, o que pode vir a culminar em opressão, pois se tudo é justificado por aquele fim, então o sujeito agente pode fazer o que for necessário para o atingir. Outra consideração importante, também relacionada a meio e fins, é pensar não só o fim como absoluto, mas o próprio caminho a ele, como se tudo já estivesse fixo na história. O problema resultante desta outra maneira de pensar acaba por transformar o político em um “técnico puro”, o qual não tem mais que se importar com a moral, pois seu agir já está condicionado ao mundo objetivo que, na sua visão, já está definido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, Beauvoir então divide o realismo em dois: o conservador e o revolucionário. O conservador, como já comentamos, tem o caráter reacionário, revestido de uma ideologia burguesa. Esforça-se em colocar o operário como força primitiva de interesse material; pensa compreender melhor do que o próprio proletariado a condição em que este vive, acusando-o de materialismo sórdido. O burguês justifica a não distribuição do capital para todos com o sofisma de que seria uma quantidade tão irrisória que a única coisa que faria seria tornar outros mais miseráveis. No entanto, deve-se perceber que a classe operária não luta para se manter viva, mas para conquistá-la em condições que sejam dignas; não se trata aqui de um complexo de inferioridade, mas, sim, de luta por justiça, por uma reivindicação moral. Simone, dentro deste contexto, faz uma consideração importante: “toda interpretação naturalista de uma atitude política está errada, pois a política começa apenas quando os homens passam a ser valores humanos gerais”. Com isto, Beauvoir diz que ao se colocar em um plano político, o sujeito abandona sua situação individual para transcender ao outro. Não que com isso ele perca sua individualidade, mas passa a ver no outro as possibilidades que se lhe oferecem (para melhores reflexões acerca do tema, ver &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Por uma moral da ambiguidade&lt;/span&gt;). Simone diz, então, que o nosso corpo é a expressão objetiva da nossa existência, é por meio dele que agimos e nos fazemos existir. Em virtude disso, diz não ser absurdo se arriscar para conquistar o que se necessita, não de forma gratuita, mas de modo adquirido, batalhado, onde minha existência se engajou. Ademais, quando se pensa a conquista, a revolução, não se restringe apenas ao seu momento, mas em um incessante movimento de confirmação do que o originou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o realista de esquerda, o revolucionário, procura “forças aptas a construir o futuro”. Denunciam os burgueses e afirmam a luta como necessária “para que o homem se realize como transcendência e como liberdade”. A crítica dirigida a ele é que ele pensa o fim como fixo, como separado do meio que é visto como mero instrumento, assim como já comentado. Aqui, a relação entre meio e fim é meramente mecânica. O realista, aqui, não tem escrúpulos em mentir, em caluniar, para atingir o fim desejado, ou antes, determinado. No entanto, ao agir deste modo ele abdica a qualquer confiança e respeito que, porventura, poderia ser dedicado a ele. Portanto, ele se reduz para tentar assegurar um caráter de eficácia, não percebendo que assim reduz a política a um “caráter incoerente e desolador”. Neste âmbito, eles tomam o disfarce de oportunista, ligando-se a inimigos para atingirem suas metas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-9098619003737304553?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/9098619003737304553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/08/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/9098619003737304553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/9098619003737304553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/08/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html' title='Resumo &quot;O Existencialismo e a Sabedoria das Nações&quot; - Parte V'/><author><name>Lucas Nog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14236963328293819058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-7854075701999540688</id><published>2009-07-26T09:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T12:31:02.870-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Idealismo Moral e o Realista político'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>Resumo "O Existencialismo e a Sabedoria das Nações" - Parte IV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Artigo II - O idealismo moral e o realismo político (pag. 43 a 56) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No segundo artigo da obra, Beauvoir expõe os posicionamentos dos moralistas e dos realistas no mundo. Moralismo e realismo são duas doutrinas, a princípio totalmente diversas, que desde a antiguidade mantém-se em um conflito que se apresenta como indissolúvel, já que ambas se mostram bem inflexíveis. Moralistas e realistas não concordam com o modo de agir um do outro e não abrem mão de seus respectivos valores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Beauvoir propõe nesse artigo uma reflexão acerca da possível síntese destes dois princípios. “Acabará a moral por se tornar incapaz de agir sobre o mundo real, e o mundo real por ser despojado de toda a significação moral? Ou, ao contrário, poderão os dois planos em que se desenrola a atividade humana juntar-se e confundir-se?” Os idealistas morais, na visão de Beauvoir, falham por se prenderem demais a princípios universais, absolutos, acabam assim por deixar em segundo plano a realidade que os cercam. Os realistas políticos, por sua vez, subordinam tudo à realidade presente e esquecem a subjetividade humana.Enquanto que os moralistas agem em função de valores intemporais que não valorizam a realidade corrente e não levam em consideração as mudanças que ocorrem no mundo; os realistas políticos priorizam o presente e subordinam todos os seus atos a um fim determinado e imutável que deve ser alcançado a qualquer custo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-7854075701999540688?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/7854075701999540688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/7854075701999540688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/7854075701999540688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_26.html' title='Resumo &quot;O Existencialismo e a Sabedoria das Nações&quot; - Parte IV'/><author><name>Simone Bernardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-625409359710235661</id><published>2009-07-25T18:55:00.001-07:00</published><updated>2009-07-27T10:51:52.581-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>Resumo "O Existencialismo e a Sabedoria das Nações" Parte III-</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Artigo I: O existencialismo e a sabedoria das nações&lt;br /&gt;Página 32 à 42&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de agora a autora faz uma defesa e uma explicitação do pensamento existencialista. Afirma ser o existencialismo um otimismo, pois propõe ao homem não uma condição pré-estabelecida, ou um fim certo em que se deve simplesmente conformar-se a esperá-lo, como acredita a “filosofia da imanência”, mas ao contrário: faz do homem o próprio responsável pelos seus fins e exclui qualquer concepção de Natureza, trazendo consigo uma liberdade fundada no real.&lt;br /&gt;Beauvoir combate também a falsa noção de que o existencialismo é uma filosofia do desespero, ou que seja uma filosofia solipsista. Na verdade, opõe-se a esta idéia e afirma-se como uma “filosofia da transcendência”, ou seja, compromete-se com o outro e com o mundo exterior, move-se em direção a estes. Logo, não despreza o amor, a amizade e a fraternidade, mas diz ser nestas manifestações que o homem encontra o fundamento e o cumprimento do seu ser. Sendo assim, leva também à conclusão de que o existencialismo encara a morte de maneira natural, nem com pesar, nem com um contentamento esperançoso, pois os empreendimentos humanos têm seu valor na liberdade que os envolve. Portanto, a liberdade está acima da morte. Critica a “moral exigente” e diz que nela é que está o pessimismo. Este engoda o homem numa escravidão aos fins, tornando-o um acomodado, pois é mais fácil livrar-se das responsabilidades sobre o agir, que simplesmente aceitar-se como feitor de si mesmo. Logo, o homem é aquilo que escolheu ser, este é senhor de si. Por tal argumentação surgem as contraposições ao existencialismo, fomentadas pelo medo da liberdade. Mas, Simone afirma que tudo isto advém não de um pessimismo ou desespero, mas sim de uma inquietação causada pela “filosofia da transcendência”, pois esta tira o homem do sono do conformismo e lança-o ao comprometimento da luta.&lt;br /&gt;Portanto, finaliza o artigo desprezando qualquer heroísmo hipócrita ou covardia conformista e salienta que o existencialismo nada mais é que uma filosofia que aceita e assume o homem, torna-o autêntico. Assim, simplesmente “confia no homem”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-625409359710235661?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/625409359710235661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_25.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/625409359710235661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/625409359710235661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria_25.html' title='Resumo &quot;O Existencialismo e a Sabedoria das Nações&quot; Parte III-'/><author><name>Grupo de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06622483980355429658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_M1oYy2NOY3c/SmFE6YwAdwI/AAAAAAAAABA/wcf6-jrX4Eg/s1600-R/simone_de_beauvoir.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-1910691227503325253</id><published>2009-07-24T12:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T19:16:15.192-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viver sem Tempos Mortos'/><title type='text'>Viver sem Tempos Mortos - Monólogo sobre Simone de Beauvoir.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O enfoque deste blogger é em dilvulgar o grupo de estudo:&lt;strong&gt; Liberdade e Ambiguidade&lt;/strong&gt;, acerca dos trabalhos referentes ao estudo sobre &lt;em&gt;Simone de Beauvoir&lt;/em&gt;, mas nada impede que o blogger também seja um meio para divulgar outras coisas relacionadas à ela, divulgando ainda mais seus trabalhos e quem sabe, fazendo com que mais e mais pessoas se interessem sobre essa filósofa que pode ser tudo, menos desinteressante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um post vai além de nossos resumos é o monólogo &lt;strong&gt;Viver sem Tempos Mortos&lt;/strong&gt;, onde &lt;em&gt;Fernanda Montenegro &lt;/em&gt;interpretou &lt;em&gt;Simone de Beauvoir.&lt;/em&gt; Até onde minhas pesquisas on line conseguiram chegar, a peça ficou em cartaz de 23 de maio a 28 de junho de 2009, no Teatro Sexc Anchieta em São Paulo, dentro do Projeto Caminhos da Liberdade.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4DcRujRKI8w/SmoZJHSioGI/AAAAAAAADvE/leO9qM34Aw8/s1600-h/01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362125950704328802" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4DcRujRKI8w/SmoZJHSioGI/AAAAAAAADvE/leO9qM34Aw8/s200/01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O poster da peça é esse aí do lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça foi inspirada em cartas e em apontamentos autobiográficos da filósofa, e em cena o único elemento cenográfico é uma cadeira preta, aonde Simone (&lt;em&gt;Montenegro)&lt;/em&gt; senta-se e em primeira pessoa passa a contar seus importantes momentos de sua tragetória. Boatos sobre uma possível turnê de &lt;strong&gt;Viver sem Tempos Mortos&lt;/strong&gt; foram escutados em múrmurios incertos, fica aqui a minha torcida para que a peça viaje o pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site da revista &lt;strong&gt;Bravo!&lt;/strong&gt; divulgou uma entrevista muito boa com a &lt;em&gt;Fernanda Montenegro&lt;/em&gt;, de onde eu tirei essa montagem abaixo. Por uma questão de temática mesmo, apenas colocarei o corpo do texto precedente a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4DcRujRKI8w/SmoTnAu6Q6I/AAAAAAAADu8/kTgg6LKXB5o/s1600-h/141_td_fernanda_g.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362119867270579106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4DcRujRKI8w/SmoTnAu6Q6I/AAAAAAAADu8/kTgg6LKXB5o/s320/141_td_fernanda_g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Passava um pouco das 21 horas quando, naquele sábado de Aleluia, Fernanda Montenegro disse as últimas frases do monólogo Viver sem Tempos Mortos. Por 60 minutos, a atriz carioca interpretara Simone de Beauvoir (1908-1986) para as 350 pessoas que lotavam o teatro do Sesc em São João de Meriti, humilde e populoso município da Baixada Fluminense. Entre os que aplaudiam, destacava-se Wilson Ademar, negro de 93 anos, sapateiro aposentado, que nunca presenciara uma peça antes. Tão logo tomou conhecimento do espectador inusitado, Fernanda se comoveu e indagou publicamente: "O que o senhor imaginava toda vez que pensava num palco?". Wilson, tímido, respondeu: "Eu não imaginava".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é sobretudo com a imaginação da plateia que a atriz parece contar enquanto incorpora a filósofa e escritora parisiense, ícone do feminismo e parceira de outro célebre filósofo, o existencialista Jean-Paul Sartre. Na mais despojada produção que estrelou em seis décadas de carreira, Fernanda vira Simone sem lançar mão de elementos que remetam fisicamente à personagem. Não há sotaque, não há trejeitos característicos, não há nem mesmo um figurino afrancesado. Com uma camisa social branca e uma calça preta, a atriz senta-se numa cadeira igualmente preta, único objeto em cena, e permanece lá durante toda a montagem, sob um persistente foco de luz. Narra, então, os principais momentos da intensa trajetória de Simone. Fala sempre na primeira pessoa, usando depoimentos da própria romancista, extraídos de livros e cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monólogo dirigido por Felipe Hirsch, que já percorreu a Baixada e a região serrana do Rio de Janeiro, desembarca agora em São Paulo como parte de um evento maior, batizado de Caminhos da Liberdade. A iniciativa prevê que, antes do espetáculo, o público assista a Uma Mulher Atual, documentário de Dominique Gros sobre Simone, e, depois, participe de um debate conduzido pela socióloga Rosiska Darcy de Oliveira, especialista no legado da filósofa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, Fernanda planejava tocar o projeto com o ator Sergio Britto, que assumiria o papel de Sartre. No entanto, o colega preferiu desistir da empreitada para se dedicar à peça A Última Gravação de Krapp e Ato sem Palavras I. A atriz, que completa 80 anos em outubro, acatou a decisão e prosseguiu sozinha. No percurso, perdeu o marido, o também ator Fernando Torres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vê Simone discorrer sobre Sartre ao longo do monólogo dificilmente deixa de cogitar que talvez exista um subtexto ali — que talvez Fernanda esteja refletindo sobre o próprio companheiro, um modo delicado de absorver e superar a morte dele. No domingo de Páscoa, a artista recebeu a equipe de BRAVO! para uma conversa de quatro horas.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Link para ler a entrevista da atriz à revista, clique &lt;a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/teatroedanca/vida-demorado-adeus-467171.shtml"&gt;AQUI!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando mais pela net, encontrei dois vídeo da &lt;em&gt;Fernanda Montenegro&lt;/em&gt; respondendo a duas perguntas distintas a respeito de Beauvoir durante um debate realizado no Sesc Anchieta, São Paulo, no dia 03 de junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="364" width="445"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/E-fg-dS9mT4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/E-fg-dS9mT4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="364" width="445"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o0FPZcHHOoU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o0FPZcHHOoU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fontes para este post:&lt;br /&gt;-&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/teatroedanca/vida-demorado-adeus-467171.shtml"&gt;&lt;em&gt;Revista Bravo!&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento/Viver_Sem_Tempos_Mortos.aspx?id=51433"&gt;&lt;em&gt;Guia da Semana&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Os vídeos foram retirados do youtube e a foto do site da referida matéria no site da Bravo!.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Foto do poster, adquirida por pesquisa no google.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-1910691227503325253?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/1910691227503325253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/viver-sem-tempos-mortos-monologo-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/1910691227503325253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/1910691227503325253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/viver-sem-tempos-mortos-monologo-sobre.html' title='Viver sem Tempos Mortos - Monólogo sobre Simone de Beauvoir.'/><author><name>Agent Lizzie</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4DcRujRKI8w/TCE0SzMf9xI/AAAAAAAAFvk/ItlkxAZBl-I/S220/OgAAAIXazQzafFFVukidx3NdcSjPoOL-zTbeDt40w266dYf80VzF0U4BFmIRTQQhQO5y6tuWl71JQ6apEASmOxgDPLgAm1T1UFsVgOoXEVYPM2j8mTBx2QEadvhb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4DcRujRKI8w/SmoZJHSioGI/AAAAAAAADvE/leO9qM34Aw8/s72-c/01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-8890619952256920844</id><published>2009-07-20T16:38:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T11:12:57.432-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>Resumo "O Existencialismo e a Sabedoria das Nações" - Parte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. O Existencialismo e a Sabedoria das Nações (Artigo I – pág. 20 até 31)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao tratar sobre o amor, Simone de Beauvoir explica que a "psicologia do interesse" seria o "motor" que moveria as relações dos homens. O formalismo fomentaria as relações, mascarando o sentimento que se originaria destas. O senso comum prefere acreditar nas relações como "um jogo de interesses mútos". Quanto às críticas feitas pelo senso comum à falta de otimismo do existencialismo, Simone defende-o mostrando como as pessoas se conformam em viver na má-fé, sem "tomar partido", resignados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-8890619952256920844?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/8890619952256920844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8890619952256920844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/8890619952256920844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/resumo-o-existencialismo-e-sabedoria.html' title='Resumo &quot;O Existencialismo e a Sabedoria das Nações&quot; - Parte II'/><author><name>Grupo de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06622483980355429658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_M1oYy2NOY3c/SmFE6YwAdwI/AAAAAAAAABA/wcf6-jrX4Eg/s1600-R/simone_de_beauvoir.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-5972947872568132754</id><published>2009-07-18T17:43:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T11:10:18.203-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O existencialismo e a sabedoria das nações'/><title type='text'>Resumo "O existencialismo e a sabedoria das nações"  - Parte I</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Existencialismo e a Sabedoria das Nações.&lt;/strong&gt; (02 de julho de 2009).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Discussão: Prefácio e Artigo I (O Existencialismo e a Sabedoria das Nações) até a página 20.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1. Prefácio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estadunidense preocupa-se em resolver os problemas, enquanto que na França preocupam-se em “equacioná-los”. – Beauvoir nos fala que um estadunidense lhe confessa essa visão. Além de pensar que “o pensamento especulativo não ajuda a viver”, e pelo contrário, dificulta. Mas, ao longo do prefácio, podemos perceber que Beauvoir nos indica que a “praticidade” política (do estadunidense) é indissoluvelmente ligada à moral (e ao pensamento especulativo da filosofia). Ambas tratam “de fazer a história humana, de fazer o homem”. E, por detrás de toda política há uma ética.&lt;br /&gt;Os ensaios que se seguem na obra maior cujo o Artigo I é homônimo procuram defender o existencialismo contra a acusação de “frivolidade e gratuidade”.&lt;br /&gt;“Toda tentativa viva é uma escolha filosófica.” A vida não se separa da filosofia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2. O Existencialismo e a Sabedoria das Nações (Artigo I – até a pg. 20)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acusam o existencialismo de “miserabilismo”, e que só mostra a fraqueza do homem, negando: a amizade, a fraternidade e todas as formas de amor. Que este encerra o indivíduo em uma solidão egoísta. Os críticos não se aprofundam no tema e os leitores acreditam nessas coisas “docilmente”. Com o tempo passaram a acreditar em uma natureza humana egoísta, imutável, e “fundou-se mesmo uma moral sobre esta psicologia sumária: inventou-se o utilitarismo que permite conciliar a preocupação do bem público com uma concepção desiludida da natureza humana.” (Podemos lembrar que para Beauvoir não existe propriamente uma natureza humana a priori, e passar a acreditar, sustentar, aceitar como verdade essa “de um homem imundo por natureza” é pura “má-fé”).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;OBS: O termo “Sabedoria das Nações” pode ser entendido como “Sabedoria Popular”&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-5972947872568132754?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/5972947872568132754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/primeiro-resumo-do-primeiro-dia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5972947872568132754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/5972947872568132754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/primeiro-resumo-do-primeiro-dia-de.html' title='Resumo &quot;O existencialismo e a sabedoria das nações&quot;  - Parte I'/><author><name>Grupo de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06622483980355429658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_M1oYy2NOY3c/SmFE6YwAdwI/AAAAAAAAABA/wcf6-jrX4Eg/s1600-R/simone_de_beauvoir.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6111702768993740617.post-6678098641437907368</id><published>2009-07-18T08:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T11:02:23.762-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infornamações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone De Beauvoir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grupo de Estudo'/><title type='text'>Informações: Resumo "O existencialismo e a sabedoria das nações"</title><content type='html'>Boa dia, tarde, noite ou madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão aqui algumas informações referentes ao novo projeto do "L&amp;amp;A Beauvoir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanalmente deverá ser postado um resumo referente ao que estritamente foi lido e discutido em grupo. Este resumo será escrito por apenas uma pessoa, a qual será escolhida pelo grupo ao fim de cada reunião, de forma que todos possam escrever para o nosso Blog e participar efetivamente do projeto. Não será inicialmente delimitado o número de postagens referentes a este livro, sendo a quantidade relativa ao que o grupo achar mais conveniente, ou seja, haverá tantas postagens de resumo quantas reuniões de estudo sobre o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do estudo, será reunido e enviado todo o material para a leitura da Profª Msª Eliana Sales Paiva. Após isso, discutiremos em grupo o que é conveniente tirar, acrescentar ou reformular no resumo. Destarte, teremos um fichamento bem estruturado e organizado que será disponibilizado aos interessados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ass: Lucas Barreto Dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6111702768993740617-6678098641437907368?l=leabeauvoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/feeds/6678098641437907368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/informacoes-resumo-o-existencialismo-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6678098641437907368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6111702768993740617/posts/default/6678098641437907368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leabeauvoir.blogspot.com/2009/07/informacoes-resumo-o-existencialismo-e.html' title='Informações: Resumo &quot;O existencialismo e a sabedoria das nações&quot;'/><author><name>Grupo de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06622483980355429658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_M1oYy2NOY3c/SmFE6YwAdwI/AAAAAAAAABA/wcf6-jrX4Eg/s1600-R/simone_de_beauvoir.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
